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Reações ao não-acordo

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Além dos gregos, ingleses, espanhóis e italianos poucos são os países onde a notícia está a ter destaque. Da Alemanha nem um pio.

A Grécia anunciou que tinham chegado a um acordo. Minutos depois, Bruxelas não confirmava e afinal não havia acordo para ninguém. Nos órgãos de comunicação ingleses, espanhóis, italianos e claro, gregos, as voltas e reviravoltas das negociações foram noticiadas, mas sem grandes alaridos.  

“Grécia e credores chegam a um acordo”, escreve o espanhol “El Mundo”. O jornal dá o acordo como certo e diz que, se tudo correr como planeado, na quinta-feira os membros do Eurogrupo vão reunir-se em teleconferência para discutir os avanços nas negociações. O diário escreve também que na próxima semana vai ser convocada uma reunião extra, em Bruxelas, com o Eurogrupo, uma vez que a próxima só está agendada para 19 de junho.

Peter Spiegel, correspondente do jornal “Financial Times” em Bruxelas, negou na sua página do Twitter que houvesse acordo. “Tal como muitas pessoas estão a reportar, as indicações que recebo do lado dos credores nas negociações com a Grécia é que nenhum acordo está iminente”, pode ler-se no tweet do jornalista.

Assim que a notícia saiu, os mercados europeus, em particular, o grego, subiram em flecha. O jornal “The Telegraph” escreve que a “bolsa grega dispara com esperança de acordo”. O também inglês “The Guardian” acompanhou ao minuto o que se passava nas negociações entre Bruxelas e Atenas, publicando essencialmente tweets sobre o tema.

Em Itália, a notícia é que “ainda não há acordo”. O jornal “La Repubblica” assegura que os gregos estão convictos que até ao final desta quarta-feira os dois lados da negociação vão estar em concordância.

Já na Grécia, como seria de esperar, a cobertura mediática é maior do que no resto da Europa, e o jornal “Kathimerini” avança que o acordo deverá ser redigido ainda esta quarta-feira à noite. Foram divulgadas as declarações do primeiro-ministro, Alexis Tsipras, nos final de uma reunião no Ministério das Finanças, em Atenas, onde destacou a relevância da "compostura e  da determinação na reta final para o acordo”.