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Internacional

Hamas acusado de torturar e matar palestinianos

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Militantes do Hamas estão a ser acusados de ter cometido atrocidades sobre palestinianos durante a guerra em Gaza

Mohammed Salem / Reuters

A Amnistia Internacional diz que pelo menos 23 palestinianos foram mortos pelo movimento islâmico palestiniano durante a guerra de Gaza. 

Um relatório da Amnistia Internacional denuncia abusos aos direitos humanos cometidos sobre civis palestinianos pelo Hamas durante a guerra de 50 dias na Faixa de Gaza, entre julho e agosto de 2014. 

No documento pode ler-se que enquanto "Israel destruía e matava pessoas em Gaza, o Hamas aproveitou a oportunidade para ajustar contas de forma impiedosa". 

Segundo o relatório, pelo menos 23 palestinianos foram sujeitos a execuções sumárias, sem direito a julgamento. Muitos estavam presos e eram acusados de colaborar com Israel. Algumas das vítimas, alegadamente "opositores políticos" do Hamas, foram raptadas e torturadas e são "sobretudo membros do partido rival Fatah e antigos membros das forças de segurança da Autoridade Palestiniana em Gaza", alerta a Amnistia. 

O porta-voz do movimento islâmico palestiniano, Fawazi Barhoum, disse à BBC que os investigadores "não falaram com o Hamas, e confiaram em algumas fontes, o que torna este relatório duvidoso e elaborado sem profissionalismo". 

Os combates entre Israel e militantes do Hamas mataram pelo menos 2189 palestinianos, incluindo mais de 1486 civis, deixando ainda 11 mil feridos, segundo dados recolhidos pelas Nações Unidas. Do lado israelita, morreram 67 soldados e seis civis. 

Perante as alegações tornadas públicas, a Amnistia Internacional pede às autoridades palestinianas que investiguem "imparcial e independentemente", para que os autores destes crimes sejam julgados. 


Cessar-fogo novamente violado
Esta quarta-feira, a força aérea israelita realizou quatro ataques a alvos determinados na Faixa de Gaza, segundo testemunhas palestinianas, horas depois de um foguete ter atingido o território de Israel. 

Os aviões israelitas sobrevoaram e atacaram campos de treino da jihad islâmica em Rafah, Khan Yunis e na cidade de Gaza. Não há notícia de vítimas. 

"É inaceitável e intolerável que o território do Hamas seja usado como palco para atacar Israel, e isto trará consequências", disse o coronel Peter Lerner, porta-voz dos militares israelitas.  

O Hamas não assumiu ter disparado um foguete contra Israel, na noite de terça-feira, o terceiro disparado a partir de Gaza desde o cessar-fogo que pôs fim a 50 dias de guerra, em agosto de 2014.