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Ex-primeiro-ministro israelita condenado a mais 8 meses de prisão

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Heidi Levine/Reuters

Aos seis anos de prisão a que Ehud Olmert fora condenado no ano passado, somam-se oito meses por corrupção agravada. Em causa estão agora envelopes com dinheiro que recebeu de um empresário norte-americano.

Um tribunal de Jerusalém condenou esta segunda-feira o antigo primeiro-ministro israelita Ehud Olmert a oito meses de prisão por corrupção agravada. Em março fora considerado culpado de ter recebido envelopes dinheiro de um empresário norte-americano, pagamentos ilegais que lhe foram feitos enquanto foi autarca da cidade e ministro da Indústria.

Os seus advogados já anunciaram que vão recorrer ao Supremo Tribunal. Olmert declara-se inocente, neste e no caso em que foi condenado, no ano passado, a seis anos de prisão, por ter aceite subornos relativos a projetos imobiliários enquanto autarca de Jerusalém (1993-2003). Deverá permanecer em liberdade enquanto são apreciados ambos os recursos.

O antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair, e o antigo chefe da Mossad (serviços secretos israelitas) Meir Dagan foram algumas das personalidades que escreveram cartas abonatórias sobre o caráter do réu, que foram lidas esta segunda-feira em tribunal antes de a sentença ser proferida.

Olmert assumiu a chefia do Governo israelita depois de o seu mentor Ariel Sharon ter entrado em coma, em 2006. O seu Governo teve um papel importante no relançamento do processo de paz no Médio Oriente. Acabou por ter de renunciar ao cargo em 2009, devido às acusações de corrupção, dando lugar à eleição de Benjamin Netanyahu.

Em 2012, Olmert fora absolvido das acusações de fraude, corrupção e quebra de confiança por ter recebido 545 mil euros do empresário norte-americano Morris Talansky, enquanto foi autarca da cidade, aos quais se somaram outras verbas que recebeu já quando era ministro da Indústria.

No entanto, ocaso voltou a ser apreciado em tribunal, depois de a sua antiga assessora Shula Zaken ter estabelecido um acordo com os procuradores, no âmbito do qual lhes entregou registos diários e gravações de áudio nas quais Olmert lhe dizia para não testemunhar pois iria incriminá-lo. O juízes concluíram que Olmert deu a Zaken parte do dinheiro em troca da sua lealdade e que terá ficado com o restante para si.

Além dos oito meses de prisão, o tribunal de Jerusalém decidiu que seja imposta ao ex-governante uma multa de 23 mil euros.