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Espanha. PP vence, mas sem maioria absoluta

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Apoiantes da candidatura "Ahora Madrid", de Manuela Carmena, celebram nas ruas, após as primeiras sondagens à boca das urnas

Pablo Blazquez Dominguez / Getty Images

O Partido Popular de Mariano Rajoy foi o partido mais votado a nível nacional, mas com um resultado menos expressivo que em 2011. Novos partidos mostram a sua influência nas eleições regionais espanholas: Podemos em Barcelona e Cidadãos a nível nacional, sagrando-se como a terceira força política do país.

O Ministério do Interior espanhol já divulgou os dados oficiais das eleições municipais e autonómicas em Espanha, horas depois de as urnas terem encerrado (às 20h locais, menos 1h em Lisboa).

O Partido Popular (PP) conseguiu 27% das intenções de voto nas municipais até ao momento, quando já foram contabilizados quase 100% dos votos das eleições regionais e municipais. O partido liderado pelo primeiro-ministro Mariano Rajoy está, assim, à frente do PSOE, que obteve 25% dos votos, mas alcançou menos dois milhões de votos que em 2011. O PSOE também regrediu, perdendo 700 mil. 

Neste sentido, a grande vitória da noite vai para o partido Cidadãos, que surge como a terceira força política no país, com 6,55% dos votos. Seguem-se-lhe a Esquerda Unida (4,75%), a coligação nacionalista CiU - Convergência e União (3%) e o UPyD - União, Progresso e Democracia (1,03%).

Bastante aquém dos resultados de 2011, o PP de Mariano Rajoy terá sido o mais votado em nove das 13 comunidades autónomas que foram a votos este domingo, apesar de perder a maioria absoluta em todas, avança o "El Mundo". 

Luta renhida em Madrid e Barcelona
Em Madrid e Barcelona, jogavam-se as vitórias do Podemos (que integrava as listas "Barcelona en Comú" e "Ahora Madrid"). Em Barcelona, as sondagens oscilavam entre uma vitória da lista Barcelona en Comú, de Alda Colau, e o CiU - mas seria o primeiro a ficar à frente em número de votos.

Já em Madrid é o PP a vencer, podendo assim manter a tradição de 24 anos à frente da câmara da capital espanhola. Mas a vitória é à justa e Esperanza Aguirre (PP) perde a maioria absoluta - contabilizando, até ao momento, apenas mais um vereador do que os que alcançou a candidatura "Ahora Madrid", de Manuela Carmena, apoiada pelo Podemos. Sem maioria absoluta em nenhuma região, o PP está, assim, vulnerável a possíveis acordos pós-eleitorais da esquerda, que podem alterar o mapa político destas eleições.

Apesar de não ter ganho a câmara de Madrid, Manuela Carmena, que liderou o movimento "Ahora Madrid", sublinhou este domingo que a capital "ganhou uma maioria que quer uma mudança". Já Pablo Iglesias, do Podemos, analisou os resultados das eleições como "o início do fim do bipartidarismo". 

Mais de 35 milhões de espanhóis estavam convocados, este domingo, para votar nas eleições municipais e autonómicas - que são vistas como um primeiro teste, antes das legislativas, para partidos como o Podemos e o Ciudadanos. Às 18h00 de hoje, a afluência às urnas era de quase 50% (mais especificamente, 49,78%), uma participação eleitoral acima, em meio ponto percentual, das eleições de 2011.


[notícia atualizada às 23h50] 


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