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México. 43 mortos em confrontos entre narcotraficantes e polícia

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Hector Guerrero / AFP / Getty Images

Os agressores pertencem ao cartel Jalisco Nova Geração. Segundo o balanço preliminar, os confrontos resultaram ainda em cinco detidos e três feridos - e esta é uma das disputas com maior número de mortos desde 2006. 

O ataque começou às 9h00 locais (15h00 em Lisboa), na passada sexta-feira. Um grupo de oficiais da Polícia Federal investigava uma denúncia anónima, que dava conta da presença de camionetas blindadas e homens armados numa propriedade rural abandonada, no município de Tanhuato, no estado mexicano de Michoacán. 

Ao intercetarem uma camioneta blindada, os polícias começaram a ser alvo de disparos por parte dos seus ocupantes. Os disparos dariam origem a uma perseguição, que desembocaria no rancho El Sol, a três quilómetros de distância, no município de Ecuandureo. Aí, os criminosos fingiriam render-se - mas rapidamente a polícia se apercebia que tinha caído numa emboscada.  

Três horas depois, a disputa chegaria ao fim. O saldo final? 43 pessoas morreram, incluindo um polícia federal, três ficaram feridas e cinco foram detidas, naquele que parece ser um dos maiores confrontos entre forças governamentais e narcotraficantes desde 2006, quando começou o combate ao narcotráfico no país. Mas este balanço ainda é preliminar e prosseguem as buscas por mais corpos no terreno, segundo garantiu o secretário do Sistema Nacional de Segurança Pública, Monte Alejandro Rubido, em conferência de imprensa.  

O local dos confrontos, Michoacán, é um dos estados mais violentos do México e um local de grandes tensões, pela sua localização estratégica para o tráfico de drogas. E não está longe de La Barca, no estado de Jalisco, onde foi encontrada uma das valas comuns com maior número de mortos do México: 67 corpos, a maioria ainda não identificados. Michoacán e Jalisco são dois estados mexicanos fundamentais para a estratégia de segurança do Presidente Henrique Peña Nieto. 

Mais de 40 mil pessoas perderam a vida em disputas violentas no país, desde o início do Governo de Peña Nieto, em dezembro de 2012.