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Vinte mortos e 50 feridos em ataque a mesquita saudita reivindicado pelo Estado Islâmico

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Reuters

Bombista suicida fez-se explodir esta sexta-feira. Muitos dos feridos estão em estado grave.

"Estávamos na primeira parte das orações quando ouvimos a detonação." Foi assim que Kamal Jaafar Hassan descreveu à Reuters o ataque de um bombista suicida à mesquita xiita Iman Ali, na vila de al-Qadeeh, na província de Qatif, no leste da Arábia Saudita. 

Um guerrilheiro do autodenominado Estado Islâmico (Daesh) terá detonado um cinto de explosivos, que escondia debaixo das suas roupas, dentro da mesquita onde 150 pessoas se encontravam a rezar, matando pelo menos 20 e ferindo 50 (algumas delas gravemente). A informação é avançada à imprensa internacional por um porta-voz do Ministério do Interior saudita. 

atentado - o primeiro que visa muçulmanos xiitas na Arábia Saudita, desde novembro de 2014 - ainda não foi oficialmente reivindicado, mas uma publicação no Twitter realizada pelo Daesh reclama a autoria do ataque, ainda que sem especificar detalhes. Além desta publicação, uma fotografia onde se via o corpo mutilado do alegado suicida circulou nas redes sociais, segundo garante a imprensa internacional. 

Este episódio pode minar ainda mais as relações entre sunitas e xiitas na região do Golfo Pérsico. As tensões entre as duas facções do Islão têm aumentado nas últimas semanas - como sublinharam recentemente fontes do Ministério do Interior do país -, em virtude da intervenção no Iémen, onde uma coligação liderada pelos sauditas combate contra os houthi (próximos do regime xiita no Irão).

Além disso, o envolvimento da Arábia Saudita na campanha militar norte-americana na Síria e no Iraque contra os sunitas extremistas do Daesh também tem contribuído para aumentar essa tensão. 

A província de Qatif é uma das regiões do reino wahabita (seita do islamismo sunita) com maior número de população xiita, que constitui uma minoria (10 a 15%) da população saudita, essencialmente sunita.