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Malaios e americanos, a nova esperança dos rohingya

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Mais de três mil migrantes já chegaram à Indonésia e Malásia

Roni Bintang / Reuters

Arrancou operação para evitar tragédia maior em alto-mar.

Quatros navios da Malásia iniciaram esta sexta-feira a primeira operação oficial de busca e salvamento de migrantes nos mares do sudeste asiático, desde que teve início a grande vaga de embarcações sobrelotadas com pessoas da minoria muçulmana rohingya que partiram de Myanmar (antiga Birmânia).

A operação tem início na mesma altura em que os militares norte-americanos anunciaram que vão apoiar os países da região para fazer frente à crise humanitária.

“Nós estamos a preparar-nos para enviar a aviação em patrulhas marítimas na região e para trabalhar com os parceiros locais para apoiá-los neste assunto”, afirmou o porta-voz do Pentágono, tenente-coronel Jeffrey Pool. 

Um grupo de 23 legisladores norte-americanos havia lançado um apoio à administração Obama para impedir que o sudeste asiático se transforme num cemitério para milhares de rohingya.

Cerca de 3000 migrantes rohingya e bangladeshis ou mais podem permanecer à deriva no sudeste asiático, segundo indicou o alto comissário das Nações Unidas para os refugiados, com base na triangulação de dados divulgados nos media e por outras fontes, como organizações humanitárias.

O secretário de Estado norte-americano Antony Blinken esteve reunido com o general de Myanmar, Min Aung Hlaing, que lhe solicitou que tenham em conta “que a maior parte das vítimas deve assumir ser rohingya de Myanmar na esperança de receber apoio do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados”.

“Ele frisou a necessidade de investigar o país de origem em lugar de se acusar um país”, referiram os media de Myanmar.

O país de maioria budista não considera que os rohingya são do Bangladesh, apesar de já viverem em Myanmar há várias gerações.

Mais de 3000 pessoas - entre muçulmanos rohingya vindos de Myanmar e migrantes que procuram escapar às condições económicas adversas do Bangladesh - chegaram nos últimos dias à Indonésia e à Malásia, e cerca de 100 à Tailândia.

Apenas aos rohingya é concedido asilo temporário por um ano, enquanto os bangladeshis são repatriados.