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O juiz decidiu: caução de €18 milhões para antigo ministro e chefe do FMI

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Getty

Espanhol Rodrigo Rato é acusado de fraude, branqueamento de capitais e ocultação de bens.

Rodrigo Rato, ex-vice-primeiros-ministro do Partido Popular, ex-chefe do Fundo Monetário Internacional e ex-presidente do banco Bankia, tem de pagar uma caução de 18 milhões de euros para descongelar as suas contas bancárias e produtos financeiros. O antigo governante está acusado de fraude, branqueamento de capitais e ocultação de bens.

Rato tornou-se num embaraço para o seu partido, em ano de eleições, quando se tornou alvo de investigações. As suas contas e produtos financeiros estavam congeladas desde 16 de abril, altura em que esteve detido durante sete horas enquanto as autoridades efetuavam buscas na sua residência e escritório.

É acusado de ter escondido do fisco uma rede de empresas em seu nome e uma fortuna de 26,6 milhões de euros, com recurso a contas bancárias no estrangeiro para evitar pagar impostos em Espanha.

Outra investigação em curso diz respeito a supostas irregularidades no processo de colocação em bolsa do banco espanhol Bankia. Os magistrados estão também a investigar a distribuição não controlada de cartões de crédito a funcionários do banco - que terão sido usados para despesas pessoais, que iam desde a compra de sapatos a safaris em África, com valores que chegavam aos 15 milhões de euros - durante os anos em que Rato dirigiu a instituição, entre 2010 e 2012. O antigo governante declara-se inocente.