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Chegou uma ordem para começar a salvar vidas à deriva

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ANTARA FOTO / Reuters

Depois de semanas em que as autoridades de vários países recusaram acolher milhares de migrantes à deriva no mar de Andamão (sudeste asiático), há notícias melhores que as dos últimos dias.

O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, anunciou esta quinta-feira a mobilização da marinha e guarda-costeira para conduzirem operações de busca e resgate dos migrantes que continuam à deriva a bordo de barcos no mar de Andamão.

"Temos de evitar a perda de vidas humanas", disse Najib Razak na sua conta de Facebook, citado pela AFP. Os barcos transportam cerca de 7.000 migrantes do Bangladesh e da Birmânia, em particular da minoria muçulmana “Rohingya”, perseguidos e marginalizados na Birmânia. Os barcos encontram-se à deriva no Golfo de Bengala e no mar de Andamão, em resultado da recusa de vários países em receberem os migrantes que estão a bordo e que têm estado sem comida ou água.

O anúncio do primeiro-ministro da Malásia surge semanas depois de as autoridades terem recusado a entrada dos migrantes, procurando que saíssem das suas águas, gerando um efeito de "pingue-pongue", condenado pelas Nações Unidas e por organizações humanitárias. 

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Malásia e Indonésia estão reunidos na Birmânia para discutir o assunto. A Birmânia ficou de dar uma resposta esta quinta-feira, perante as pressões internacionais, em particular de Washington, questionando as discriminações sofridas pela minoria muçulmana. Estima-se que a comunidade “Rohingya” tenha 1,3 milhões de pessoas, que estão a viver sobretudo na região noroeste da Birmânia, perto da fronteira com o Bangladesh.

A Malásia e a Indonésia tinham concordado na quarta-feira acolher os migrantes, desde que a comunidade internacional os ajudasse a repatriar ou realojar dentro de um ano. 

“É uma compaixão humana básica assegurar comida e água a quem está com fome e tratamentos médicos a quem está doente”, disse ainda Najib Razak, na sua página no Facebook.