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Estado Islâmico toma parte de cidade histórica síria

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Getty

O responsável pelo departamento de património histórico da Síria, Maamoun Abdul Karim, teme que se o Daesh controlar Palmira, o desfecho da história seja o mesmo que todas as outras cidades tiveram: a destruição. 

O norte da cidade histórica de Palmira foi esta quarta-feira tomada pelo autodenominado Estado Islâmico (Daesh). A informação é avançada pelo Observatório Sírio para Direitos Humanos, que garante que todos os civis foram retirados do local.

"Louvado seja Deus, (Palmira) foi libertada", lê-se na mensagem divulgada por um combatente do Daesh nas redes sociais. Segundo o canal britânico BBC, o grupo está a controlar o hospital da cidade que as forças sírias usam como base.

Esta é a primeira vez que uma cidade é tomada diretamente das mãos das forças do presidente sírio, Bashar al-Assad. Desconhece-se o que aconteceu aos militares que estavam destacados naquela região.

O responsável pelo departamento de património histórico da Síria, Maamoun Abdul Karim, teme que se o Daesh controlar Palmira, o desfecho da história seja o mesmo que todas as outras cidades tiveram: a destruição. Mosul, Hatra e Nimrud são exemplo disso.

"As notícias são muito más. Há pequenos grupos que conseguiram entrar na cidade a partir de certos pontos. Houve combates muito intensos", disse o responsável, citado pela BBC.

Palmira possui ruínas daquele que foi um dos mais importantes centros culturais do mundo, considerado património mundial pela UNESCO. A cidade caracteriza-se pelas colunas nas ruas e pelos templos e teatro monumentais que datam de há dois mil anos.

Há uma semana, o Daesh dominou uma região muito próxima, fazendo antever que conquistar Palmira seria o próximo passo. Aí, os rebeldes mataram 26 pessoas. 

A justificação dos rebeldes, para a destruição destas cidades históricas, é que se tratam de símbolos de idolatração e que o Homem perde demasiado tempo a admirar as ruínas em vez de se ligar à religião.

Palmira é atualmente conhecida como Tadmor e encontra-se num oásis a pouco mais de 200 quilómetros de Damasco, capital da Síria. Na Antiguidade era importante ponto de passagem para as rotas comerciais, atualmente destaca-se pela exploração de fosfato e gás natural.