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Milhares de famílias fogem desesperadamente de cidade tomada pelo Estado Islâmico

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Reuters

Cerca de 500 pessoas foram mortas nos últimos dias em Ramadi, no Iraque. Os jiadistas têm ido de porta em porta em busca de simpatizantes das forças governamentais.

A conquista da cidade iraquiana de Ramadi pelo autodenominado Estado Islâmico (Daesh), no domingo passado, criou uma nova crise humanitária, com o êxodo de milhares de famílias que procuraram refúgio. A maioria dirige-se para Bagdade, a cerca de 105 quilómetros de distância

Como o acesso à capital lhes tem sido vedado, acabam por ficar em "território de ninguém”. As Nações Unidas indicam que 25 mil pessoas abandonaram Ramadi nos últimos dias, aumentando ainda mais o número de iraquianos deslocados devido aos conflitos que assolam o país. 

Muito dos que estão em fuga encontram-se a dormir na rua. A ONU diz que os fundos e os bens para auxilio aos deslocados estão praticamente esgotados.

Cerca de 500 pessoas foram mortas nos últimos dias em Ramadi pelo Daesh, cujos militantes têm ido de porta em porta em busca de simpatizantes das forças governamentais. A conquista de Ramadi, na província de Anbar, consistiu na maior vitória militar do Daesh este ano.

Entretanto, há indicações de o Daesh estará a avançar na direção de Bagdade, o que poderá colocar em risco aqueles que permanecem na sua periferia.