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Israelita cumpre sonho da maternidade aos... 65 anos

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Daniel Berehulak/Getty Images

Apesar de a fertilização in vitro ser proibida em Israel para mulheres acima dos 54 anos, Haya Shadar deu à luz, por cesariana, um bebé saudável, . E tornou-se a segunda mulher mais velha a conseguir ser mãe.

Após 46 de casamento e cumprindo um sonho (muito) antigo, uma mulher israelita de 65 anos deu à luz o seu primeiro filho. O bebé, um menino saudável com quase 2,7 quilos, nasceu esta segunda-feira de cesariana no Hospital Meir, em Kfar Saba, a norte de Telavive, resultado de uma fertilização in vitro.

"É algo que não recomendamos", afirma Tal Biron, a obstetra que acompanhou a gravidez de Haya Shadar. "A fertilização in vitro é ilegal em mulheres desta idade e é perigosa, porque podem surgir muitas complicações", explica citada pelo "The Jerusalem Post". Ainda assim, a médica confessou o seu entusiasmo durante o parto, elogiando a mãe: "É uma mulher muito especial, não duvido que será uma boa mãe".

Haya Shadar, membro de uma comunidade ultraortodoxa, torna-se assim a segunda mulher mais velha a ter um filho, depois da espanhola Maria del Carmen Bousada, que, aos 67 anos, teve gémeos.

De acordo com a obstetra - que não precisou se na fertiização foi usado esperma doado ou comprado -, a mulher apareceu para uma consulta às 12 semanas de gravidez, tendo sido acompanhada semanalmente  no departamento para gestações de alto risco, mas sem necessidade de grande período de internamento.

"Foram realizados todos os testes e exames necessários", assegura a médica, para despistar as complicações mais frequentes em casos de gravidez tardia.

Em comparação com mães entre os 20 e os 29 anos, uma gravidez depois dos 50 acarreta um risco três vezes superior de bebés com baixo peso à nascença, partos prematuros ou muito prematuros.