Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Pena de violador reduzida por vítima ser gay

  • 333

A pena do violador foi reduzida quase para metade, passando a estar condenado a pouco mais de três anos de prisão. 

O veredicto está a causar muita polémica. Esta segunda-feira, dois juízes de Buenos Aires, na Argentina, decidiram baixar a pena de um pedófilo para metade, tendo em conta que a vítima de seis anos tem “orientação homossexual e estava acostumado a ser abusado."

Mario Tolosa foi inicialmente condenado a seis anos de prisão, mas agora a pena foi reduzida para três anos e dois meses. Os juízes Horacio Piombo e Ramon Sal Llargués fundamentam a decisão com o bizarro argumento. 

"Ele é gay, tem a sexualidade definida. Ocorreu o abuso, mas não era tão ultrajante", lê-se no portal de informação oficial Infojus, citado pelo jornal espanhol “El Mundo”.

Segundo o jornal espanhol “El Mundo”, os responsáveis pelo caso dizem que o crime "não é tão ultrajante", porque a criança "é gay".

Um dos juízes tentou ainda justificar o veredicto dizendo que o menino já tinha sido violado outras vezes pelo próprio pai. Este argumento foi de imediato negado pela mãe e irmã da vítima.

Violador é vice-presidente de clube de futebol
O violador é vice-presidente do clube de futebol Florida, na cidade de Vicente Lopez, e foi assim que terá entrado em contacto com o menino. O crime aconteceu a 6 de março de 2010, quando Tolosa foi buscar a vítima a casa de um familiar, com a desculpa que aquela era uma boleia para o treino de futebol.

O menino de seis anos, avança o “El Mundo”, nunca chegou a entrar em campo. Agressor e vítima ficaram nos balneários. Antes da violação, Tolosa bateu na criança quando esta ofereceu alguma resistência.

Quem se apercebeu que algo estava errado, foi avó do menino quando viu nódoas negras e lesões nos órgãos genitais da criança.

O acórdão segue agora para o Supremo Tribunal de Buenos Aires.

Segundo a comunidade homossexual de Buenos Aires, esta já não é a primeira decisão judicial do género. Em 2011, um pastor evangélico foi condenado por abusar de duas adolescentes, de 14 e 16 anos, mas viu a sua pena ser reduzida, por o Tribunal considerar que as vítimas "são de um nível social em que as relações sexuais em tenra idade são aceites”.