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Kerry fala em novas sanções à Coreia do Norte

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John Kerry está de visita a Seul

FOTO REUTERS/SAUL LOEB

Secretário de Estado norte-americano considera que o regime de Pyongyang “não está nem perto” de cancelar o seu programa de enriquecimento de urânio.

Há nove dias, um teste de lançamento de um míssil balístico submarino foi a gota de água. Os EUA acreditam que a Coreia do Norte está longe de travar o seu programa nuclear, pelo que, juntamente com a China, ponderam avançar com novas sanções contra o regime de Pyongyang.

A medida foi admitida esta segunda-feira pelo secretário de Estado norte-americano, John Kerry, que se encontra de visita a Seul. Até agora, sobretudo com as provocações recentes, é evidente que a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) não está nem sequer perto de recuar. Em vez disso, continua a apostar em armas nucleares e mísseis balísticos, afirmou Kerry na capital sul-coreana, citado pela agência Reuters.

Nós [os EUA] e a China estamos a discutir isso. A China tem, como é óbvio, uma  grande vantagem. Vamos manter um diálogo sobre segurança e economia com os chineses em Washington em junho e esse será o momento em que apresentaremos alguns dessas medidas em específico, acrescentou.

Apontando para as negociações com o Irão, que poderão constituir um exemplo para a Coreia do Norte, o secretário de Estado norte-americano garantiu que a comunidade internacional é unânime quanto à necessidade de o regime de Pyongyang abandonar o seu programa de enriquecimento de urânio.

Penso que a comunidade internacional nunca esteve tão unida como agora quanto a isso, mas em primeiro lugar a Coreia do Norte precisa de se desnuclearizar, sublinhou. Kerry escusou-se, porém, a adiantar qualquer medida, e não explicou se as sanções deveriam contar ou não com o aval das Nações Unidas (ONU). Por outro lado, o Governo chinês preferiu não comentar as declarações de Kerry. 

Em 2012, a Coreia do Norte aceitou suspender o programa nuclear em troca de cerca de 240 mil toneladas de alimentos dos EUA. A discussão sobre a questão nuclear entre as duas Coreias, os EUA, a China, o Japão e a Rússia está interrompida desde 2009.