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Internacional

Bombardeamentos voltam ao Iémen

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As posições huti na cidade de Aden voltaramm a ser atacadas, depois de os rebeldes serem acusados de violar o cessar-fogo

STRINGER/REUTERS

Terminado o período de cinco dias de cessar-fogo humanitário, as posições houthi foram novamente atacadas em Adém pela coligação liderada pela Arábia Saudita. Os rebeldes são acusados de não terem respeitado o período de trégua.

A coligação liderada pela Arábia Saudita retomou os bombardeamentos aéreos na cidade de Adém, no Iémen, depois de ter terminado no domingo o período de cinco dias de cessar-fogo humanitário. Segundo a Reuters, os novos ataques visaram o palácio presidencial, as posições dos rebeldes houthi e o aeroporto.

Ainda no domingo, as Nações Unidas fizeram um apelo com vista ao prolongamento da trégua. O pedido foi expresso pelo enviado da ONU, Ismail Ould Cheikh Ahmed, no início do encontro que juntou em Riade, capital saudita, os partidos políticos iemenitas para discutir a crise no país. Peço a todas as partes que renovem o seu compromisso com essa trégua por, pelo menos mais cinco dias, disse, destacando a necessidade de as infraestuturas de transportes do país serem poupadas, de maneira a permitir a chegada de ajuda aos civis.

Desde o início da ofensiva aérea, a 26 de março, pelo menos 525 pessoas morreram e mais de 3500 ficaram feridas na cidade de Adém. Apoiados pelos aliados do ex-ditador iemenita Ali Abdullah Saleh, os combatentes houthi lançaram em julho uma ofensiva que permitiu o controle da região central e do oeste iemenita, incluindo a capital, Saná, dominada em janeiro.

Ao chegarem a Adém, o presidente Abdo Rabbo Mansur Hadi e os seus ministros foram forçados a procurar refúgio na Arábia Saudita. Segundo o Governo oficial, o Irão está a financiar e a fornecer apoio militar aos rebeldes. O Governo acusa os houthi da violação do cessar-fogo, pelo que a extensão do período de trégua está, para já, comprometida.