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Internacional

Mais de 30 jiadistas mortos em operação americana na Síria

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Os membros do autoproclamado Estado Islâmico morreram durante o raide áereo das forças especiais americanas

JM LOPEZ

Os membros do grupo radical, incluindo quatro líderes, foram mortos na sequência da operação militar levada a cabo no leste da Síria pelas forças especiais norte-americanas.

Helena Bento

Jornalista

Pelo menos 32 jiadistas do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), incluindo quatro líderes, morreram na madrugada de sábado na sequência da operação militar levada a cabo no leste da Síria pelas forças especiais norte-americanas, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. 

Segundo a organização não-governamental, os membros do grupo radical morreram durante o raide áereo da coligação internacional, que teve como alvo um complexo construído para trabalhadores do petróleo pelo regime sírio, perto de Deir al-Zour, no Leste da Síria, usado por membros do Daesh durante várias semanas.

Além de Abu Sayah, um importante líder do Daesh responsável pelas vendas de petróleo e gás do grupo radical (entre outras operações financeiras), que morreu durante um ataque terrestre das forças especiais dos EUA, morreram outros três líderes, um sírio encarregado de comunicações e dois magrebinos (um deles era o "número dois" da defesa do grupo).

Também a mulher de Abu Sayah, Umm Sayyaf, foi capturada e encontra-se sob custódia das forças americanas "num lugar seguro", no Iraque, país a partir do qual foi lançado o ataque. O seu destino parece não estar ainda decidido, mas a possibilidade de ser levada para Guantánamo foi já desmentida.

A operação militar, que a Administração americana descreveu como um sucesso, permitiu ainda libertar uma rapariga yazidi que, segundo a porta-voz do Presidente Obama, foi mantida como escrava pelo casal e deverá ser agora devolvida à família.

Responsáveis americanos tinham falado numa "dezena" de mortos durante a operação. As forças especiais foram recebidas a tiro pelos jiadistas, os quais, garantem fontes americanas, terão usado mulheres e crianças como escudos humanos.

Os Estados Unidos têm recorrido sobretudo a raides aéreos contra o autoproclamado Estado Islâmico. A Administração Obama prometeu não enviar tropas terrestres para combater em terreno sírio, embora não tenha excluído operações de forças especiais, como a deste sábado.