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Egito. Mulheres já precisam de autorização para viajar para a Turquia

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Sala de embarque de aeroporto

KHALED ABDULLAH/ REUTERS

Restrições nas viagens para evitar que as egípcias se casem pela Net com terroristas. 

 O Egito impôs restrições às mulheres que pretendem viajar para a Turquia, para impedir que se juntem ao grupo 'jihadista' do Estado Islâmico, informou a polícia. Todas as mulheres com idades compreendidas entre os 18 e os 40 anos, passam a precisar de ter uma autorização antes de viajarem.

Fonte policial disse à à agência francesa France Press que a autorização pode ser obtida em 72 horas. Um responsável do aeroporto do Cairo acrescentou que as restrições estão em vigor desde quinta-feira.

Em março, a autoridade islâmica do Egito Dar-al-Ifta alertou as mulheres para os riscos de casarem, através da Internet, com combatentes do grupo Estado Islâmico (EI) que as aliciam a viajar até aos territórios controlados pelos 'jihadistas'.

Restrições para os homens em vigor desde dezembro
Desde dezembro, que é necessária uma autorização para os homens que pretendam viajar para a Líbia e para a Turquia.

Os 'jihadistas' têm lançado ataques regulares no Egito, sobretudo na península do Sinai, desde que o Presidente Mohamed Morsi foi deposto em 2013, e as autoridades afirmam que muitos deles lutaram na Síria, que faz fronteira com a Turquia.

Os 'jihadistas' alegam que os ataques são uma forma de retaliar contra a repressão sangrenta dos apoiantes de Morsi, que foi condenado à morte no sábado, juntamente com uma centena de acusados, pelo seu envolvimento nas fugas em massa das prisões, em 2011, quando estava em curso uma revolta popular contra o presidente Hosni Mubarak.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan condenou o veredicto contra Morsi, considerando que o Egito se estava "a voltar para o Egito antigo", numa alusão aos faraós que governavam o país há dois mil anos.

As relações entre o Cairo e Ancara têm vindo a deteriorar-se desde que o exército derrubou Morsi, um aliado chave para a Turquia.

O Egito acusou Ancara de "apoiar o terrorismo", enquanto a Turquia classifica a deposição de Morsi como um "golpe".

A Turquia, que tem sido uma voz crítica do regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, nega as acusações de que fecha os olhos à passagem de combatentes estrangeiros para a Síria.