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Satélite mexicano desintegra-se após lançamento

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O acidente, que representa mais um fracasso para o programa espacial russo, vai ser investigado, para que sejam tomadas as "decisões adequadas".

O satélite de comunicações mexicano Centenario desintegrou-se na atmosfera este sábado, poucos minutos depois de ser lançado, juntando-se a outros casos de fracassos no programa espacial russo.

Menos de 10 minutos depois do lançamento no espaço de Cosmódromo de Baikonur, cidade do Cazaquistão, o Mexsat-1 desviou-se da órbita prevista e perdeu contacto com a terra, desintegrando-se em seguida, ao atingir camadas mais densas da atmosfera.

A agência espacial russa informou que o foguetão Proton-M com o satélite mexicano, que teria um tempo de vida de 15 anos, caiu depois de se ter registado um problema no mecanismo.

O acidente correu a um altitude de 161 quilómetros, e a agência russa refere que o satélite "desintegrou-se quase completamente na atmosfera" e até agora "não houve relatos de queda de fragmentos" que não se tenham queimado.

No entanto, as autoridades russas enviaram helicópteros de emergência para a região do lago Baikal, onde os residentes dizem ter ouvido uma explosão.

Representantes mexicanos estavam em Baikonur para assistir ao lançamento que tinha como objetivo modernizar as comunicações e colocar o país na vanguarda das tecnologias de satélites.

Os restos do foguetão, que contêm várias toneladas de combustível tóxico, caíram na Terra na região da Sibéria, disseram fontes da indústria espacial, citadas pela agência France Press.

Uma comissão com representantes de várias entidades relacionadas com a indústria espacial vai investigar o acidente e "tomar as decisões adequadas", segundo a agência espacial.  

Nos últimos anos, o setor espacial russo tem registado vários fracassos, como a falha na colocação em órbita de satélites de comunicação ou a perda de uma sonda enviada em direção a um satélite de Marte. 

O último caso de insucesso tinha ocorrido já na madrugada deste sábado quando o cargueiro espacial Progress não conseguiu corrigir a órbita da Estação Espacial Internacional, e antes, a 28 de abril, registou-se a destruição de outra nave que levava alimentos e oxigénio aos habitantes da plataforma orbital.

No verão de 2013, um foguetão Proton que transportava três satélites Glonass, o futuro sistema de navegação por satélite russo, também explodiu na descolagem.