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Internacional

Ex-ministra francesa acusada de gastos injustificados, incluindo em lenços de luxo

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A antiga ministra da Justiça no governo do então presidente francês, Nicolas Sarkozy, é acusada de ter gasto, sem explicação evidente, 190 mil euros.

LIONEL BONAVENTURE

Rachida Dati defende-se falando em "conspirações políticas".

Luís M. Faria

Jornalista

Políticos em cargos oficiais que utilizam fundos públicos em despesas possivelmente injustificadas não é nada de novo. Mas 190 mil euros, como se costuma dizer, já é dinheiro. É a quantia que Rachida Dati, antiga ministra da Justiça no governo do então presidente francês, Nicolas Sarkozy, acaba de ser acusada de ter gasto sem razão, ou pelo menos sem explicação suficiente, razoável em si mesma e devidamente documentada.

A crítica vem da Cour des Comptes, o Tribunal de Contas francês, e diz respeito sobretudo a duas categorias de despesas. Por um lado, os 180 mil euros pagos à companhia de um assessor de Sarkozy para gerir as comunicações ministeriais. Por outro, os cerca de 9,000 mil euros em despesas de representação, incluindo lenços de marca Hermès.

Dati diz que os lenços foram comprados para oferecer a altos dignatários de visita a França, como sempre foi tradição. Garante que o ministério “jamais financiou gastos pessoais meus ou me comprou uma peça de roupa. Nunca vivi no ministério e as minhas despesas pessoais foram sempre financiadas pelo meu próprio dinheiro”. E acusou “conspiradores políticos” de tentarem destruir a sua carreira política.

Curiosamente, segundo a lei, quem tem de repor o dinheiro considerado mal gasto não é a ministra nem nenhum dos seus assessores, mas o contabilista do ministério. Resta saber o que ele vai dizer.