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Barco com 700 migrantes afunda-se próximo de Aceh

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Milhares de pessoas, muitas delas Rohynga, membros de uma minoria muçulmana na Birmânia, continuam a aventurar-se no estreito de Malaca para fugir às perseguições e à miséria.

RONI BINTANG

Os viajantes foram recolhidos por um barco de pesca, evitando-se a tragédia desta vez.

Luís M. Faria

Jornalista

Nos últimos dias, tanto a Indonésia como a Malásia recusaram aceitar refugiados que vinham pelo mar e se aproximavam dos seus países. Em pelo menos dois casos, entregaram-lhes combustível e mantimentos antes de os reenviar à sua sorte. 

Agora houve uma situação dramática que por pouco não acabou em tragédia. Um barco com 700 emigrantes afundou-se perto de Aceh, na Indonésia. Felizmente, os viajantes foram recolhidos por um barco de pesca.

Milhares de pessoas, muitas delas Rohynga, membros de uma minoria muçulmana na Birmânia, continuam a aventurar-se no estreito de Malaca para fugir às perseguições e à miséria. As Nações Unidos alertam para um desastre humanitário em massa, mas a compaixão cada vez é menor. 

Tal como acontece com os emigrantes que atravessam o Mediterrâneo a partir de África, há uma mistura de refugiados genuínos – pessoas que fogem de guerras, de chacinas, de discriminação – com os chamados refugiados económicos, no caso oriundos em grande parte do Bangladesh. 

As organizações humanitárias falam em jogo de ping-pong humano. Se é disso que se trata, não vai acabar tão cedo.