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Vinte e dois diretores e representantes de jornais proibidos de saírem da Venezuela

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Medida foi decretada após o presidente da assembleia nacional, que foi apontado como sendo o líder de uma organização dedicada ao narcotráfico, ter acusado vários orgãos de comunicação de difamação agravada.

Um tribunal venezuelano proibiu de saírem do país 22 diretores e representantes dos jornais "El Nacional" e "Tal Cual" e do site de informação "La Patilla". A medida foi solicitada pelo presidente da assembleia nacional, Diosdado Cabello, que acusa estes meios de comunicação de difamação agravada contra si.

Em causa está a publicação de uma notícia que acusa o número dois do regime venezuelano de liderar o Cartel de los Soles, organização dedicada ao narcotráfico. A notícia foi primeiro avançada pelo jornal espanhol "ABC", com base no testemunho de um antigo segurança do desaparecido presidente Hugo Chávez, e que foi membro também - até ao final de 2014 - da equipa de segurança do próprio Cabello.

Para o diretor do "La Patilla", a decisão não foi surpresa. "Esta é uma situação pessoal de vingança do senhor Diosdado Cabello, que nos quer ver atrás das grades", disse Alberto Federico Ravell numa entrevista à "CNN".

Trata-se ainda de "uma medida arbitrária, que prova a perseguição política e o terrorismo judicial que existe na Venezuela", acrescentou.

De acordo com os termos da decisão do tribunal, além da proibição de saída do país, os visados têm de fazer apresentações periódicas a cada oito dias, imposições que são justificadas pelas "presunções razoáveis" de risco de fuga e de obstrução da justiça.

Quanto a Diosdado Cabello, confirmou ter partido dele a queixa judicial, defendendo-se: "Eles ficam irritados com a denúncia e agora sou eu o mau, mas quem defende os meus direitos, senhor Ravell? Eu recorrerei à justiça".