Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Longe da sobrinha, príncipe Harry fascina neozelandeses com o seu Haka

  • 333

Ross Setford/EPA

Olhos esbugalhados, língua de fora, nariz torcido. Isto e muito mais fizeram do neto de Isabel II o membro da família real britânica "mais fixe de sempre".

O píncipe Harry está de viagem pela Nova Zelândia. A visita curta, de apenas uma semana, termina este sábado, mas já foi suficiente para que o representante da família real inglesa  se tornasse um verdadeiro maori. 

De olhos esbugalhados, língua de fora, nariz torcido e com gritos tribais - Harry fez isto e muito mais quando participou, esta quinta-feira, na cerimónia Haka, dança tradicional da cultura maori neozelandesa. O evento fazia parte das atividades organizadas de propósito para a visita do príncipe ao campo de Linton, a maior base militar da Nova Zelândia. 

O filho mais novo de Carlos e Diana chegou de helicóptero, conduziu veículos todo terreno e foi recebido por 30 soldados que, em apenas 20 minutos, lhe ensinaram tudo o que precisava de saber para ser um ás nas danças indígenas. Dançou, gritou, suou e deixou o povo neozelandês deslumbrado. 

Apesar de se sentir em casa, há um assunto que deixa Harry ansioso - o príncipe ainda não viu a sua sobrinha recém-nascida. Mas pelos vistos o sacrifício está a valer a pena. Os meios de comunicação neozelandeses escrevem que o irmão mais novo de William ainda não pode abraçar a pequena Charlotte porque está ocupado a ser o membro da família real "mais fixe de sempre".

A dança Haka é uma tradição dos maori, povo nativo da Nova Zelândia, acompanhada por gritos de guerra ancestrais e movimentos intimidatórios dos pés e dos braços. É conhecida mundialmente pela performance que a seleção de râguebi neozelandesa, os All Blacks, realiza antes dos seus jogos.

Depois das danças indígenas, suado e exausto, Harry saiu para ajudar os locais a tirarem o seu almoço das furnas - o tradicional hangi, semelhante ao cozido que se come em São Miguel, Açores. 

Com o título de capitão na Grã-Bretanha, o príncipe não perdeu tempo e enquanto recarregava as energias com diferentes tipos de carne e vegetais aproveitou para conversar com militares neozelandeses, incluindo soldados feridos que participaram na guerra do Afeganistão e familiares dos falecidos.

Harry mostrou-se à vontade e interessado em tudo aquilo que os anfitriões tinham para lhe dizer antes de, ao final do dia, pilotar um helicóptero de Lindon para Ohakea, onde passou a noite.