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Internacional

EUA não confirmam morte do número dois do Estado Islâmico

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Anúncio tinha sido feito pelo Ministério da Defesa iraquiano.

FOTO DR

O exército norte-americano disse esta quinta-feira não ter dados que permitam confirmar a morte de Abdul Rahman Mustafa Mohammed, também conhecido por Abu Alaa al-Afri, número dois do autodenominado Estado Islâmico (Daesh).

"Não temos informação para corroborar isso. Só podemos confirmar que a coligação internacional não bombardeou uma mesquita de Tal Afar, como referem algumas notícias", afirmou o CENTCOM (Comando Central dos Estados Unidos) em comunicado.

O Ministério da Defesa iraquiano tinha anunciado na quarta-feira que um bombardeamento aéreo levado a cabo pela coligação internacional liderada pelos EUA tinha atingido uma mesquita em Tal Afar, onde estavam Abdul Rahman Mustafa Mohammed e outros militantes do Daesh.

Nesta altura, Abu Alaa al-Afri estaria no comando da organização terrorista, depois de o líder Abu Bakr al-Baghdadi ter sido ferido com gravidade, em março, num ataque aéreo no oeste do Iraque, junto à fronteira com a Síria.

Entretanto, os combates em Homs, no centro da Síria, mataram pelo menos 28 soldados do regime de Bashar al-Assad e 20 elementos do Daesh, anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

De acordo com a AP, os jiadistas têm avançado na zona oeste da cidade síria de Palmira, considerada Património Mundial da UNESCO.

Na quarta-feira, o jornal "The Guardian" revelou que a Comissão Internacional para a Justiça e Responsabilidade - que acedeu a documentos secretos do Governo sírio - recolheu algumas provas que permitem acusar o regime de Damasco de cometer crimes contra a humanidade.

Em quatro anos de guerra civil, mais de 200 mil pessoas morreram na Síria desde que começou a primeira manifestação contra o Presidente Bashar al-Assad.