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Desafio recusado. Grécia não faz referendo

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FRANCOIS LENOIR/ REUTERS

As negociações de Atenas com os credores estão na “fase mais difícil e instável”, diz Varoufakis. Mesmo sem referendo, os gregos vão ter que arranjar forma de poupar três mil milhões de euros.

Pelo menos por enquanto, não há referendo na Grécia. A sua realização foi descartada esta quarta-feira, com os gregos a optarem assim por fazer mais um esforço para cumprir o acordo com os credores europeus.

As especulações sobre um possível referendo aumentaram quando na passada segunda-feira, à margem da reunião do Eurogrupo, Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças alemão, e Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, lançaram o desafio ao Governo de Atenas.

Consulta aos eleitores não há, mas o Governo de Tsipras vai de que arranjar forma de poupar três mil milhões de euros. Fontes, citadas pelo jornal grego “Kathemerini” garantem que a Comissão e a Grécia estão com dificuldade em encontrar medidas laborais e sociais que consigam atingir uma poupança tão grande.

“Neste momento é necessário que todos ajudem para que as negociações cheguem ao fim”, disse Yanis Varoufakis.

O ministro das Finanças helénico, admitiu, esta quarta-feira, que as negociações estão “na fase mais difícil e instável”. Já um representante do executivo do Banco Central Europeu diz que vai “demorar tempo” até se alcançar os resultados pretendidos.

“Estamos a acelerar, estamos a fazer tudo o que foi acordado. Vamos trabalhar com a mesma vigilância e determinação para completar este acordo, apesar daqueles que estão a tentar mina-lo ”, disse Nikos Pappas, um dos braços direitos de Alexis Tsipras, citado pelo jornal grego “Kathimerini”.

Esta quarta-feira, em Atenas, o Governo voltou a reunir-se. Pela terceira vez nos últimos três dias, Tsipras e os seus ministros juntaram-se para procurar uma alternativa para resolver o impasse nas negociações com os parceiros europeus.

A pairar sobre esta reunião está esperança de que as duas partes consigam chegar a acordo até ao final do mês, altura em que a Grécia estima que os seus cofres fiquem completamente vazios aso não receba novos fundos. Um acordo com Bruxelas parece ser a salvação. 

Sem dinheiro e com as opções a esgotar, a pressão aumenta para os gregos. Um novo relatório, divulgado também esta quarta-feira, citado pelo “Kathemerini”, mostra que a Grécia voltou a entrar em recessão nos primeiros quatro meses de 2015, logo depois de ter saído de uma depressão de seis anos.