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Câmara dos Representantes vota fim das escutas da NSA

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Em 2013,o ex-consultor da NSA trouxe a lume o programa de vigilância dos EUA

FOTO REUTERS/Bobby Yip

A proposta legislativa que vem alterar o Ato Patriota, aprovado após o 11 de Setembro, terá ainda que obter luz verde do Senado.

A Câmara dos Representantes aprovou quarta-feira, por unanimidade, o fim das escutas telefónicas em massa feitas pela Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA.

A câmara aprovou por 338 votos a favor e 88 contra a proposta legislativa que vem alterar o Ato Patriota, aprovado após os atentados de 11 de setembro, e que permitia a realização de escutas a todos os norte-americanos para prevenir ameaças terroristas.

"A liberdade da América e dos americanos pode coexistir. São dois conceitos fundamentais que não se excluem mutuamente", afirmou Bob Goodlatte, congressista republicano citado pela BBC.

Os apoiantes da chamada Lei da Liberdade acreditam que a alteração à legislação vai possibilitar ao mesmo tempo a salvaguarda da privacidade e da segurança nacional.

A nova lei, que terá que obter ainda a luz verde do Senado, proíbe assim a realização de escutas telefónicas a milhares de norte-americanos.

O desfecho ainda é, porém, uma incerteza. Não se sabe qual será a decisão do Senado, havendo divisões dentro do próprio partido republicano. Segundo o "Washington Post", Mitch McConnell, líder dos republicanos, apresentou uma versão diferente do programa de vigilância que poderá obter o apoio da maioria.

A polémica das escutas telefónicas surgiu em 2013 quando Edward Snowden, ex-analista da NSA, revelou dados sobre o programa de vigilância levado a cabo pela agência norte-americana.