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A morte regressou ao Nepal e estendeu-se à Índia e ao Tibete

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MAST IRHAM / EPA

Duas semanas depois da tragédia que matou mais de oito mil pessoas, a terra tornou a tremer na manhã desta terça-feira.

Há pelo menos 37 mortos e mais de 1000 feridos devido ao sismo de magnitude 7.3 que fez tremer esta terça-feira o Nepal, segundo o mais recente balanço das autoridades.

Entre as vítimas encontram-se quatro habitantes da cidade de Chautara, no distrito de Sindhupalchowk, no Nepal, três habitantes do estado de Bihar e outro habitante do estado de Uttar Pradesh, na Índia - todos na sequência de colapsos de edifícios. Regista-se ainda outro morto no Tibete, vítima de um deslizamento de terras, refere a Reuters.

As autoridades alertam, contudo, que o número de vítimas poderá ser superior face à intensidade do sismo - há registo de muitos edifícios danificados, tanto no Nepal como na Índia. O pânico voltou a tomar conta das ruas, com milhares de pessoas que deixaram as suas casas, seguindo os procedimentos de segurança.

A polícia nepalesa apelou à população para se manter nas ruas, deixando as estradas e as linhas telefónicas desocupadas, recomendando o envio de SMS para pedidos de socorro ou contactos com vista a tranquilizar os familiares. Entretanto, seguiram-se ao sismo várias réplicas - uma delas de magnitude 6.3 - e o aeroporto de Katmandu foi encerrado. 

Forte, mas mais curto
"Estamos a receber mensagens de várias pessoas que saíram das suas casas e dos abrigos temporários. Esta é a única informação que temos disponível agora", disse Ram Prasad Sharma, um funcionário do Ministério do Interior nepalês, à Reuters. 

O abalo - que ocorreu às 12h35 (7h35 em Lisboa) - foi sentido também no norte da Índia e na capital Nova Déli, assim como em Dhaka, capital do Bangladesh. Nessa altura, os deputados nepaleses encontravam-se no parlamento e um curto vídeo registou o impacto do abalo.

"Foi um terramoto muito forte, mas mais curto do que o anterior. Estamos todos com medo", relatou ao jornal "El País" Devendra Pokharel, um cidadão espanhol que está a trabalhar em Katmandu.  

Entretanto, várias crianças terão ficado também feridas durante o colapso de uma escola na região de Solukhumbu, escreve o site do "Guardian".

O secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, disse à Lusa que não tem conhecimento de "qualquer problema" com os portugueses que estão no Nepal. Pelo menos oito cidadãos nacionais encontram-se no país em atividades humanitárias, com vista a ajudar a população mais afetada pelo sismo ocorrido a 25 de abril.  

O terramoto teve o epicentro localizado a cerca de 19 km de profundidade a oeste da cidade de Namche Bazar, próximo do Monte Evereste, e da fronteira com o Tibete, de acordo com o Serviço Geológico dos EUA.

O terramoto que abalou o Nepal no passado dia 25 de abril  - com uma magnitude de 7.8 - causou 8.046 mortos e mais de 17.800 feridos.