Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

UE prepara operação militar para combater tráfico de migrantes na Líbia

  • 333

A operação militar vai recorrer a “todos os meios necessários” para travar as redes de tráfico internacional

EPA

Rússia e China podem travar a iniciativa, que tem de ser aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU.

A alta-representante da Política Externa Europeia, Federica Mogherini, apresenta esta segunda-feira uma operação de combate ao tráfico de migrantes na Líbia. Fá-lo em Nova Iorque, perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). A proposta deve ser aprovada formalmente dentro de uma semana, no máximo, ou pelo menos assim espera a União Europeia (UE).

Uma das medidas do plano de intervenção prevê a neutralização de embarcações pertencentes às redes de traficantes em águas territoriais da Líbia. Os restantes pormenores sobre a ação ainda vão ser discutidos e, para que avance, é necessária a aprovação do Conselho de Segurança.

Esta operação militar, segundo o jornal espanhol “El País”, vai recorrer a “todos os meios necessários” para travar as redes de tráfico internacional. O plano apenas prevê intervenção marítima e aérea, por se tratar de uma operação sensível, devido à presença do autodenominado Estado Islâmico (Daesh) na Líbia. Além da questão da segurança, uma intervenção terrestre implicaria um convite do Governo líbio, o que dificilmente acontecerá, uma vez que neste momento a autoridade é reclamada no país por dois executivos rivais. 

As principais diretrizes desta operação militar na Líbia já estão traçadas e espera-se que seja lançada no final de junho. O “El País” adianta que a União Europeia está pronta para dar início a esta operação militar o mais depressa possível.

Rússia e China podem ser pedra no sapato de Mogherini
Para esta missão arrancar tem de ter a aprovação do Conselho de Segurança da ONU. Sem unanimidade do Conselho de Segurança, a iniciativa terá de esperar, uma vez que, devido à instabilidade política na Líbia, não é possível aprovar um pacto com o Governo e autoridades do país.

Na semana passada, o embaixador russo junto da União Europeia, Vladimir Chizhov, rejeitou a ideia de destruir barcos, preferindo um plano em que as redes de tráfico sejam diretamente atacadas. No entanto, Mogherini já fez saber, segundo “El País”, que acredita poder vencer a resistência russa e chinesa, de forma a aprovar a operação militar.

Pelo menos seis dos 10 países que compõem o Conselho de Segurança, entre eles Itália, Espanha e Reino Unido, já prometeram apoiar a operação militar apresentada esta segunda-feira por Federica Mogherini.