Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Tudo como antes, menos o tempo

  • 333

KOSTAS TSIRONIS / Reuters

Mais uma reunião do Eurogrupo, mais um comunicado a explicar que ainda não foi desta. E volta a ser referido que é preciso mais do que a Grécia tem cada vez menos: tempo.

Os ministros das Finanças da zona euro “congratulam-se com os progressos alcançados até agora” em relação à situação da Grécia, mas - tal como previsto - ainda não foi desta que anunciaram um acordo com as autoridades gregas.

No comunicado após a reunião desta segunda-feira, o Eurogrupo afirma que "a reorganização e simplificação dos métodos de trabalho" tornaram possível avançar e contribuíram para uma "discussão mais substancial". Ainda assim, a declaração sublinha a necessidade de "mais tempo e mais esforços" para resolver "as questões que permanecem em aberto".

A discussão da situação grega terá durado apenas uma hora, com as três instituições credoras – Banco Central Europeu (BCE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Comissão Europeia – a fazerem o ponto da situação das negociações.

As autoridades gregas esperariam um pouco mais, nomeadamente um sinal político que pudesse aliviar a falta de liquidez dos cofres gregos. No entanto, fonte do Banco Central Europeu adiantou ao Expresso que uma autorização da subida do limite de emissão de dívida grega de curto prazo não está para já nos planos do BCE.

O aumento do teto para a emissão de bilhetes do Tesouro – que permita ao governo uma maior liquidez – é um dos mais antigos pedidos do governo do Syriza e de Varoufakis. Todavia o BCE não considera que estejam reunidas as condições para fazê-lo. Segundo a mesma fonte é necessário que a Grécia mostre que está num “caminho orçamental sustentável”, o que ainda não é o caso.

Tal poderá vir a acontecer quando o acordo entre a Grécia e os credores estiver “muito próximo” de ser fechado, mas tudo indica que há ainda um duro caminho a percorrer, nomeadamente no que diz respeito à negociação das chamadas “linhas vermelhas”: reforma do mercado laboral, cortes nas pensões, mexidas no IVA e nas Privatizações.

O BCE poderá sim continuar a aumentar o teto da linha de emergência de liquidez (ELA), através da qual os bancos gregos se financiam.