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Internacional

Surpresa na Polónia: eleições presidenciais vão ter segunda volta

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O direitista Andrzej Duda foi a surpresa das eleições presidenciais

JACEK BEDNARCZYK

Ao contrário de todas as expetativas, o atual Presidente polaco não conseguiu a maioria nas eleições deste domingo. Segunda volta é já daqui duas semanas, contra o conservador Andrzej Duda.

Depois de as eleições presidenciais deste fim de semana terem surpreendido os polacos, Bronislaw Komorowski, o atual chefe de Estado, vai à segunda volta das eleições com Andrzej Duda, 20 anos mais novo, já no próximo dia 24 de maio. 

Terminada a votação, as sondagens colocavam o candidato do partido conservador Lei e Justiça, Andrzej Duda, 2,6 por cento à frente dos 34,8 por cento de Komorowski. Nenhum candidato garantiu a maioria absoluta, pelo que os dois políticos vão disputar o lugar de Presidente numa segunda volta. Se Duda ganhar, será uma grande surpresa para a Polónia. 

O atual Presidente polaco conta com um grande apoio popular. Já durante o período em que a Polónia foi um Estado-satélite da União Soviética, Komorowski mostrou-se sempre do lado do povo, em lutas anticomunistas. Atualmente é um político independente, aliado à Plataforma Cívica, um partido do centro-direita. 

Em 2010 tomou provisoriamente o poder, ocupando o lugar de Lech Kaczynski, antigo presidente polaco que morreu numa num desastre de avião no oeste da Rússia. Nas eleições desse mesmo ano, Komorowski derrotou o irmão gémeo do falecido presidente, Jaroslaw Kaczynski, atual líder do partido de Duda, e conseguiu o seu primeiro mandato de cinco anos. 

Komorowski lidou com a difícil tarefa de acalmar as feridas na sociedade polaca resultantes da morte de Kaczynski e colmatou a rivalidade entre os deputados liberais e conservadores. Antes das eleições deste domingo, as sondagens de opinião colocavam-no no topo das intenções de voto. Os comentadores políticos explicam o segundo lugar deste domingo com a campanha presidencial "demasiado discreta".

A par de Duda, a grande surpresa da noite foi Pawel Kukiz, uma antiga estrela de rock e estridente crítico do Governo, que, de acordo com as projeções, somou 20,3 por cento dos votos. Já para a candidata esquerdista, Magdalena Ogorek, a noite foi um desastre. Militante de uma força política outrora dominante na Polónia, contou este fim de semana com apenas 2,4 por cento dos votos.