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Obama enviou seis convites, recebeu dois sins e terá quatro nãos (até ver)

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O secretário de Estado norte-americano reuniu-se com o monarca saudita na última quinta-feira

FOTO Reuters/Andrew Harnik

Cimeira entre os EUA e os líderes do Golfo com mais ausências que presenças.

Dois temas sobre a mesa: o programa nuclear iraniano e o conflito no Iémen. São estes tópicos que deverão dominar a cimeira do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), que se realiza esta quarta e quinta-feira em Washington e que reunirá representantes da Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã e Qatar.

O Presidente dos EUA, Barack Obama, convidou os líderes de cada um destes países. No entanto, apenas dois confirmaram presença no encontro: o xeque Sabah Al Ahmad Al Jaber Al Sabah, do Kuwait, e o emir xeque Tamim bin Hamad Al Thani, do Qatar. Um dos ausentes é o rei Salman da Arábia Saudita. 

O rei Salman faltará à cimeira devido à altura em que se realiza, que coincide com o cessar-fogo humanitário no Iémen e a abertura do Centro de Ajuda Humanitária Rei Salman, explicou a embaixada saudita nos EUA, em comunicado, no domingo. Será o príncipe Mohammad bin Nayef a liderar a comitiva saudita, da qual fará ainda parte o filho do rei e vice-ministro da Defesa, o príncipe Mohammad bin Salman - que é apontado como seu possível sucessor- , segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros saudita.

Segundo a agência Reuters, o sultão Qaboos de Omã também faltará à cimeira por motivos de doença, devendo ser representado pelo vice-primeiro ministro, enquanto o presidente dos Emirados Árabes Unidos xeque Khalifa bin Zayed al-Nahyan, dificilmente estará presente porque ainda está a recuperar de uma cirurgia.

Na quarta-feira, o anfitrião Obama receberá os representantes de cada país na Casa Branca, enquanto a cimeira será realizada na quinta-feira na residência do presidente norte-americano de Camp David. O foco da reunião será a segurança alargada a várias áreas - contraterrorismo, segurança marítima, cibersegurança e defesa de mísseis balísticos, disse fonte oficial dos EUA citada pela AFP.

Além da discussão sobre o conflito no Iémen, os EUA e os países do Golfo deverão abordar a situação  no Iraque, Líbia e Síria. Na sexta-feira, a Arábia Saúdita anunciou um cessar-fogo humanitário no Iémen, com a duração de cinco dias com início na terça-feira. Desde março mais de 1400 pessoas morreram e cinco mil ficaram feridas no país, quando a coligação liderada pela Arábia Saudita lançou uma ofensiva contra as  milícias xiitas, que contam com o apoio do Irão.