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Internacional

Nova ameaça nuclear da Coreia do Norte

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Líder Supremo da Coreia do Norte, Kim Jong-Un

KCNA / EPA

Kim Jong-Un assistiu aos testes da sua nova ameaça nuclear - um submarino lança-mísseis - que poderá estar pronto dentro de quatro a cinco anos. Para a Coreia do Sul foi mais do que de um exercício e o seu ministro de Defesa já prometeu uma "retaliação impiedosa".

Dentro de quatro a cinco anos, a Coreia do Norte poderá ter submarinos capazes de lançar mísseis balísticos com armas nucleares a uma distância de milhares de quilómetros - os SLBM. Os meios de comunicação norte-coreanos anunciaram este domingo que o novo sistema já foi testado e que o exercício contou com a presença especial do líder supremo, Kim Jong-Un.

“Foi um êxito que nos abre os olhos e uma arma estratégica a nível mundial”. É assim que os meios de comunicação do norte-coreanos citam Kim Jong-Un a descrever a arma. Se o sistema SLBM for totalmente desenvolvido, trará um novo receio aos Estados Unidos e aos seus aliados na região, Coreia do Sul e Japão. O SLBM daria à ditadura de Pyongyang o meio de intimidação que tem desejado, explica Daniel Pinkston, diretor do projeto Ásia Nordeste do International Crisis Group.  

Se Kim Jong-Un conseguir mobilizar um submarino operacional que lançará mísseis balísticos armados com armas nucleares, isso fornecerá [à Coreia do Norte] uma capacidade de ataque bastante credível e difícil de contrariar, acrescenta Pinkston.

Quando souberam do sucedido, as autoridades da Coreia do Sul apressaram-se a pedir ao seu vizinho para interromper este desenvolvimento preocupantePedimos ao Norte para interromper imediatamente o desenvolvimento do SLBM, que ameaça a segurança da Península da Coreia e do nordeste asiático, declarou Kim Min-Seok, porta-voz do ministério da Defesa sul-coreano. 

Mais do que um exercício
Pedindo o anonimato, outro funcionário da Defesa sul-coreana declarou que o Norte poderá ter o submarino pronto dentro de dois a três anos e de o ter operacional dentro de quatro a cinco anos. Com o SLBM, a ameaça nuclear da Coreia do Norte subirá de nível: Kim Jong-Un poderá atacar muito além da península coreana, com a vantagem estratégica da difícil vigilância da arma. Não se sabe ao certo em que consistiu o teste, mas os peritos sugerem que se tratou de disparos de algumas centenas de metros. 

Na ótica da Coreia do Sul, o teste foi mais do que um exercício e foi encarado pelas autoridades como uma ameaça. Pyongyang tem vindo a acusar Seul de violar a sua fronteira marítima e só na semana passada emitiu três avisos contra os barcos de patrulha da Coreia do Sul no Mar Amarelo. As autoridades de Seul negam qualquer incursão e prometem não ficar de braços cruzados. 

Iremos retaliar impiedosamente para quebrar o seu ciclo de provocação, afirmou o ministro de Defesa sul-coreano, Han Min-Koo, em declarações à agência Yanhap. Retaliação contra provocação é uma ordem do povo, garantiu Min-Koo.