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Mais três republicanos vão disputar a corrida presidencial com Hillary

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Carly Fiorina está longe de ser universalmente popular, depois de muitos anos à frente da Hewlett Packard

BRENDAN MCDERMID/Reuters

Tal como Barack Obama há quatro anos, a candidata democrata vai ter uma abundância de opositores 

Luís M. Faria

Já há uma mulher entre os candidatos republicanos à presidência dos Estados Unidos. Carly Fiorina, antiga diretora da empresa de computadores Hewlett Packard, apresentou esta semana a sua candidatura. Escolheu fazê-lo de uma forma tão original como significativa. Apareceu a ver a candidata democrata Hillary Clinton na televisão… e a desligar o aparelho.

Fiorina está longe de ser universalmente popular. Durante os seus anos na Hewlett Packard, a empresa fundiu-se com a Compaq, outro gigante da área, e as coisas não se passaram idealmente. Ao fim de alguns anos, o valor em Bolsa tinha descido drasticamente. 

Além disso, Fiorina foi responsável pelo despedimento de umas trinta mil pessoas, o que também não contribuiu para a sua popularidade, e pode ser uma desvantagem numa altura em que o mercado americano, embora em crescimento, ainda está longe de ter feito a recuperação que muitos americanos esperavam. 

Além de Fiorina, mais dois republicanos se juntaram à corrida. Um foi o neurocirurgião Ben Carson, popular entre o núcleo duro conservador. Outro foi o ex-governador do Arkansas, Mike Huckabee, que fez o seu anúncio em Hope - por coincidência ou não, a cidade natal de Bill Clinton - prometendo melhorar situação económica dos americanos, bem como derrotar o terrorismo islâmico.

O campo republicano inclui ainda outros três candidatos de peso, e ainda falta o anúncio formal daquele que deverá ser o peso-pesado: o ex-governador Jeb Bush, irmão de George W. Bush. 

Já os democratas, por enquanto, têm apenas Hillary Clinton e, à sua esquerda, o senador Bernie Sanders.