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Raúl Castro admite voltar a rezar. Mas só se Francisco "continuar assim"

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EPA / OSSERVATORE ROMANO PRESS OFFICE / HANDOUT

Líder cubano fez escala no Vaticano depois de ter saído da Rússia. Houve agradecimentos e manifestações de vontade.

Foi num "clima cordial", para utilizar as palavras do porta-voz do Vaticano, que se desenvolveu a reunião entre Raúl Castro e o Papa Francisco, na Cidade do Vaticano. Segundo o Presidente cubano, esta foi uma visita de caráter privado, não de Estado - que resultou de uma paragem que fez em Itália, a meio caminho da sua viagem de regresso de Moscovo, onde assistiu às comemorações dos 70 anos do fim da II Guerra Mundial.  

Um é jesuíta por vocação, outro por educação. "Ele é um jesuíta e eu, de certa maneira, também sou, porque sempre estive em escolas de jesuítas", afirma o Presidente cubano aos jornalistas, depois da visita ao Pontífice. "Leio todos os discursos do Papa, os seus comentários, e se o Papa continuar assim, voltarei a rezar e voltarei a ir à Igreja. E não o digo a brincar". 

O Presidente cubano mostrava-se, assim, impressionado com a atitude de Bergoglio durante o encontro, realçando a sua "sabedoria" e "modéstia".

A viagem, segundo o Presidente de Cuba, serviu para agradecer ao Papa Francisco o papel fundamental da Igreja Católica na aproximação entre Washington e Havana, bem como a sua visita à ilha comunista, que irá realizar-se em setembro. As relações entre os EUA e Cuba foram anunciadas em dezembro do ano passado e o Vaticano revelou o papel da sua diplomacia para o estreitamento das relações entre os dois países. 

Neste contexto, também as visitas de João Paulo II (1998) e Bento XVI (2012) a Cuba contribuíram para fomentar o bom relacionamento entre o Vaticano e Havana.