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Duas semanas depois do sismo, contam-se 8.019 mortos no Nepal

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ATHIT PERAWONGMETHA/REUTERS

A Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que oito milhões de pessoas necessitem de ajuda, mas o montante que arrecadou até agora está longe do total necessário. O coordenador das Nações Unidas para o Nepal alertou para o que considera ser uma corrida contra o tempo.

O número de mortos causados pelo sismo que assolou o Nepal há duas semanas chegou aos 8.019 e os feridos ascendem a 17.866, segundo os últimos dados oficiais divulgados este sábado pelo Governo nepalês.

A maioria dos feridos é dos distritos de Sindhupalchok, a norte da capital nepalesa e da região administrativa de Katmandu, revelou o Centro Nacional de Operações de Emergência na sua conta no Twitter.

O Governo nepalês calcula que 290.800 construções tenham sido totalmente destruídas e mais de 251.800e ficaram parcialmente destruídas, após o sismo de 7,8 graus de magnitude na escala Richter e que ocorreu neste país asiático no 25 de abril passado.

As buscas foram suspensas este domingo na zona de Langtang devido às avalanches que ocorreram. O mau tempo tem dificultado as operações na região, segundo a Reuters. 

A Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que oito milhões de pessoas necessitem de ajuda e que três milhões precisem de alimentos, pelo que pediu 415 milhões de dólares (370,4 milhões de euros), dos quais só arrecadou 22,4 milhões de dólares, refere o Gabinete para a Coordenação dos Assuntos Humanitários daquela organização internacional. "Isto tem de ser dramaticamente aumentado", disse Jamie McGoldrick, coordenador das Nações Unidas para o Nepal.

McGoldrick alertou para o que considera ser uma corrida contra o tempo para fornecer apoio de emergência às zonas mais remotas - algumas que só são acessíveis a pé - antes de as intensas monções chegarem, em junho.

"As necessidades de ajuda humanitária continuam a ser enormes e precisamos urgentemente de fundos para podermos continuar o nosso trabalho. Temos de fornecer ajuda urgentemente para que as pessoas tenham tetos sobre as suas cabeças e para que outras necessidades urgentes sejam atendidas, antes que a época das monções comece", disse.

Este foi o maior tremor de terra no Nepal nos últimos 80 anos e o pior na região dos Himalaias na última década, desde que em 2005 outro sismo causou a morte a mais de 84.000 pessoas em Caxemira.

[notícia atualizada às 16h47]