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Internacional

Rússia exibe força militar nos 70 anos da vitória sobre os nazis. Houve um minuto de silêncio, pela primeira vez

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FOTO YURI KOCHETKOV/EPA

Vladimir Putin agradeceu a França, à Grã-Bretanha e aos Estados Unidos pela contribuição pelo fim da Segunda Guerra. E deixou um recado: 70 anos depois, a história "apela de novo à razão e vigilância". 

 A Rússia organizou hoje uma grande parada militar para comemorar o 70.º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazi, numa clara demonstração de poderio militar no meio do impasse com o Ocidente sobre a Ucrânia.

No que é visto como uma punição pelo envolvimento do Kremlin na Ucrânia, os países ocidentais liderados pelos aliados da Rússia na II Guerra Mundial estão a boicotar as celebrações do 09 de maio, deixando Vladimir Putin marcar a data na companhia dos líderes da China, de Cuba e da Venezuela, escreve a agência France Presse.

Cerca de 16.000 tropas participaram no desfile na Praça Vermelha que também exibiu armas como as da nova geração de tanques Armata T-14, numa das maiores comemorações do Dia da Vitória em décadas.

A União Soviética perdeu aproximadamente 27 milhões de soldados e civis durante a II Guerra Mundial -- mais do que qualquer outro país -- e o triunfo do Exército Vermelho continua a ser uma enorme fonte de orgulho nacional.

O Dia da Vitória une os russos de todas as classes sociais, independentemente das simpatias políticas, sendo esperadas grandes multidões no centro de Moscovo.

Pela primeira vez nas comemorações do final da II Guerra em Moscovo, guardou-se hoje um minuto de silêncio em memória das vítimas, durante o desfile militar na Praça Vermelha.

 O Presidente russo, Vladimir Putin, que destacou o papel do exército soviético na derrota da Alemanha nazi, foi o encarregado de anunciar o minuto de silêncio

Antes, Putin sublinhou perante os milhares de convidados e veteranos da guerra que a "aventura hitleriana" foi "uma lição horrível para toda a comunidade internacional".

O Chefe do Kremlin acrescentou que agora, 70 anos depois, a história "apela de novo à razão e vigilância".

"Não devemos esquecer que a ideia da supremacia racial e da exclusão levou à mais sangrenta das guerras", disse.

Putin agradeceu a França, à Grã-Bretanha e aos Estados Unidos pela contribuição na vitória contra os nazis.

"Agradeço aos povos da Grã-Bretanha, de França e dos Estados Unidos pela participação na vitória. Felicito os diferentes países antifascistas que tomaram parte nos combates contra os nazis nas fileiras da resistência e da clandestinidade", declarou o Presidente russo, antes do minuto de silêncio em memória das vítimas da guerra.