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Um dos suspeitos da tragédia dos 43 foi capturado num carro sem matrícula

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Manifestantes protestam na Cidade do México, pedindo que seja feita justiça no caso dos 43 estudantes desaparecidos em Iguala

Alex Cruz / EPA

A tragédia aconteceu em setembro do ano passado e permanece manchada de sombras. O rapto e execução de 43 estudantes abanou com o México e a Justiça continua em busca de provas, esclarecimentos e suspeitos.

Francisco Salgado Valladares era, até esta quinta-feira, um dos homens mais procurados do México, no âmbito do sequestro e assassinato dos 43 estudantes em Iguala, no sul do país. Este antigo subdiretor da Polícia da cidade de Iguala é suspeito de ter ordenado o rapto dos jovens da escola de Ayotzinapa a 26 de setembro de 2014, entregando-os ao cartel de droga Guerreros Unidos para serem executados na madrugada seguinte.  

O homem de 41 anos foi detido por agentes federais, que o encontraram dentro de um carro sem matrícula, onde estava reunido com outras pessoas, e tinha consigo munições para uma AK-4. Durante estes meses, Francisco Salgado esteve escondido numa urbanização de golfe em Cuernavaca, no estado de Morelos, segundo fica explícito num comunicado da secretaria do Governo, citado pela Reuters. No entanto, Felipe Flores Velazquez, o principal responsável das forças de segurança, continua em fuga.  

Recorde-se que uma centena de pessoas já foram detidas neste processo, incluindo o presidente da Câmara de Iguala, José Luis Abarca, e a sua mulher, por suspeita de ter ordenado à polícia local que intercetasse os estudantes e aspirantes a professores, frequentemente envolvidos em protestos que eram vistos como uma ameaça à normalidade política.  

Encontrados restos mortais de três pessoas

Esta quinta-feira, foram encontrados dentro de um veículo, numa rua do estado mexicano de Guerrero, os restos mortais de três pessoas. Junto a estas, que foram decapitadas e incineradas, estava uma faixa de um grupo de crime organizado, cujo o conteúdo não foi revelado.  

Os corpos foram transportados pelo Instituto de Ciências Forenses para a realização de autópsias e identificação das vítimas, avança a agência EFE. 

Nas últimas semanas, o município de Chilapa de Álvarez tem sido alvo de violência, devido ao confronto entre cartéis rivais de droga, que já deixaram dezenas de mortos e desaparecidos.