Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Entrar, votar, sair, não falar. O dia em que eles ficaram mais sérios

  • 333

KEVIN COOMBS / Reuters

Um líder político que esqueceu a "ginástica gestual", outro que falou pelo Twitter e se silenciou nas ruas: em dia de decisões no Reino Unido, que escolhe novo (ou igual) Governo, a tensão dos que vão a votos afeta o dinamismo e as palavras (falam menos, excetuando nas redes sociais).  

"Mais sério" e "menos dinâmico" do que noutras fases da campanha. É assim que o jornal "The Guardian" descreve a chegada do candidato conservador e mayor de Londres às urnas, pelas 15h20 desta quinta-feira. Segundo o jornal inglês, não houve a conhecida "ginástica gestual" ou "discursos retóricos" que o caraterizam. E até um rapaz que lhe pediu um autógrafo passou-lhe completamente despercebido.  

Aos jornalistas, Boris Johnson disse apenas "estou muito, muito esperançoso que sejamos reeleitos esta tarde", sublinhando que tem sido um dia "fantástico". Mas recusou-se a comentar quem pensa que devia ser o próximo líder dos "Tories" e por que razão as previsões não apontam para uma maioria do Partido Conservador.  

Boris Johnson foi votar numa escola em Islington, em Londres, seis horas depois de os líderes dos principais partidos terem ido às urnas deixar a sua cruz no boletim de voto. Além de Nigel Farage (UKIP), Ed Miliband (Partido Trabalhista), Natalie Bennet (Verdes) e Nicola Sturgeon (SNP), David Cameron votou também de manhã, pelas 9h10, em Whitney, Oxfordshire, juntamente com a sua mulher, Samantha.  

Entrou, votou e saiu. E não prestou declarações aos jornalistas, além de um rápido "bom dia". Na sua conta de Twitter, pelo contrário, tinha muito para dizer. Entre os vários tweets publicados, dizia: "Lembrem-se, o Reino Unido tem a oportunidade de ter um governo forte e estável - mas apenas se votarem no Partido Conservador". 

Ainda num vídeo colocado na mesma rede social, o líder dos "Tories" garantiu que "hoje se realizam as eleições mais importantes de uma geração". "Se quer evitar que Ed Miliband [Partido Trabalhista] e o SNP [Partido Nacional Escocês] cheguem ao poder e destruam a nossa economia, se procura um governo forte e estável para o Reino Unido e se gostaria que eu voltasse a trabalhar na sexta-feira mantendo o nosso plano económico para o país, é importante que vote no Partido Conservador", disse na rede social.