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Presidente chilena: "Pedi a todos os meus ministros que se demitissem"

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Presidente chilena, Michelle Bachelet, no programa televisivo "Qué le pasa a Chile"

EPA

Michelle Bachelet diz estar na altura de "uma mudança de gabinete" e pede a demissão dos seus ministros. Em causa está a luta contra a corrupção e a tentativa de salvar a sua popularidade.

Confrontada com baixos índices de popularidade, Michelle Bachelet, Presidente do Chile, decidiu pedir a todos os ministros do seu gabinete para apresentarem a demissão. 

"Há algumas horas pedi a todos os meus ministros para apresentarem a sua demissão", declarou Bachelet no programa de televisão chileno"Qué le pasa a Chile", quando o apresentador Don Francisco questionou a Presidente sobre a possibilidade de demitir algum dos seus secretários de Estado.

A Presidente chilena decidirá dentro de 72 horas quem fica e quem sai da sua administração, num ato de 'limpeza' drástica.

Depois de vários escândalos de corrupção terem abalado o seu Governo, Bachelet, que cumpre o seu segundo mandato, vê-se confrontada com os mais baixos índices de popularidade de toda a sua carreira política. "Está na altura de uma mudança de gabinete", afirmou a Presidente.

Os níveis de corrupção no Chile são dos mais baixos da América Latina, mas a confiança nos políticos e nos empresários de topo ficou manchada com o recente escândalo que envolve o filho de Bachelet, Sebastian Davalos, acusado de usar a sua influência para conseguir um avultado empréstimo bancário para a sua esposa. O país foi também abalado por outros escândalos, relacionados com o financiamento de campanhas que envolveram políticos de direita e uma empresa financeira proeminente.

A controvérsia que envolve a família da Presidente teve um forte impacto na imagem de Bachelet, que ganhou as eleições no ano passado com a promessa de lutar contra as desigualdades do Chile.

Uma pesquisa publicada esta quarta-feira mostra que os índices de popularidade da Presidente não ultrapassam os 31% pelo segundo mês consecutivo.

"Penso que os escândalos de corrupção fazem parte da decisão, mas tudo aponta para que tenha sido uma reação aos seus baixos índices de popularidade", disse Guillermo Holzman, professor de Ciência Política da Universidade de Valparaíso.​