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Netanyahu forma novo Governo em cima da hora

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Naftali Bennett (à esquerda) conversa com Benjamin Netanyahu, no Knesset

ABIR SULTAN/EPA

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, conseguiu um acordo em cima do apito final e formou um governo de coligação pela margem mínima, com 61 assentos no Parlamento dos 120 possíveis.

Foi mesmo à justa, mas o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, chegou a acordo com os ultranacionalistas da Casa Judaica para formar um novo governo de coligação. Pouco faltava para a meia-noite de quarta-feira, o prazo limite para a formação do Executivo.

"Vou agora encontrar-me com o Presidente e o porta-voz do Parlamento para informá-los que consegui formar um governo", disse em declarações no Knesset (Parlamento), ao final da noite de quarta-feira, depois de uma maratona de conversações com o líder do partido ultranacionalista Casa Judaica, Naftali Bennett.

"As negociações terminaram. Agora vamos ao trabalho", anunciou Bennett na sua conta oficial do Twitter. Segundo o diário israelita "Haaretz", Bennett ficará com a pasta da Educação no novo Executivo.

"Temos de avançar na próxima semana e vamos conseguir fazê-lo", afirmou, por seu lado, Netanyahu no fim das negociações.  

Mediante o acordo celebrado com Bennett, Netanyahu garantiu o apoio de 61 deputados no Knesset - os necessários para formar governo -, mas os analistas avisam que o primeiro-ministro estará à mercê de uma rebelião no momento em que a coligação tiver que enfrentar um voto crucial. 

"Netanyahu está a braços com uma situação inimaginável", disse à AFP o cientista político Emmanuel Navon, da Universidade de Telavive. "A primeira coisa que ele fará amanhã... é pegar no telefone e começar a preparar uma coligação com [a União Sionista]", vaticinou Navon. A União Sionista é uma  coligação política de centro-esquerda em Israel.

O próprio Netanyahu tinha já manifestado a intenção de garantir novas alianças, apesar de não ter entrado em detalhes. "Eu disse que 61 é um bom número e acima de 61 é ainda melhor, mas tudo começa com 61", disse momentos depois do acordo que lhe garantiu os 61 assentos em 120 possíveis no Knesset.

O 34º governo israelita e o quarto liderado por Netanyahu terá muitas dificuldades em governar o país e em avançar com a ambiciosa agenda que estabeleceu devido à curta vantagem de um deputado sobre a oposição no Parlamento. 

Os termos do acordo alcançado esta madrugada prevêem, entre outros, um aumento de €145 milhões no orçamento para a Educação e um reforço de €222 milhões para pagar salários dos soldados, avança o "Haaretz".

É também esperado que o Governo israelita prossiga com uma política externa firme - marcada pelos ataques virulentos contra o Irão - e que mantenha uma linha dura no que respeita às concessões ao povo palestiniano.