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Internacional

Embaixador da ONU no Iémen pede apoio de forças terrestres

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Grupo de refugiadas do Iémen à chegada do porto grego de Mytilini

FOTO EPA/ORESTIS PANAGIOTOU

O embaixador das Nações Unidas no Iémen apela à intervenção da comunidade internacional para "salvar" o país. Entretanto, a Arábia Saudita propõe uma trégua de cinco dias para permitir a chegada de ajuda humanitária.

A crescente violência no Iémen está a aumentar as preocupações sobre o conflito. Pelo menos 120 pessoas - entre as quais 40 civis - morreram na quarta-feira em combates entre os rebeldes xiitas 'huthis' e os apoiantes do Presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi no porto da cidade de Aden, no sul do país.

Numa carta enviada na quarta-feira ao Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), o embaixador da organização no Iémen, Khaled Alyemany, solicitou o apoio das forças terrestres para travar a violência no sul do país.

"Nós apelamos à comunidade internacional para intervir rapidamente com forças terrestres para salvar o Iémen, em especial as cidades de Aden e Taiz", pode ler-se no documento citado pela "Al Jazeera".

Na carta, o diplomata acusa os rebeldes e as forças leis ao Governo de dificultarem o acesso de voluntários e equipas médicas para tratarem dos feridos e pede às organizações internacionais de direitos humanos para denunciarem as "bárbaras violações contra a população indefesa" do país.

O apelo do responsável das Nações Unidas acontece numa altura em que o secretário de Estado norte-americano inicia uma visita à Arábia Saudita, com vista a discutir uma trégua nos conflitos e permitir a chegada de ajuda às populações.

Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, Adel al-Jubeir, anunciou que o país propõe uma trégua de cinco dias, sublinhando que a decisão estará dependente do líder dos rebeldes xiitas 'huthis'.

O MNE do Iémen, Riyadh Yaseen, acusou por sua vez  os 'huthis' de estarem a cometer um "genocídio", renovando os apelos para a ação da comunidade internacional.

São várias as organizações internacionais que têm alertado para a crise humanitária no país. Estima-se que cerca de 80% da população não tenha acesso a alimentos.

"Milhões de vidas estão em risco, sobretudo crianças, e em breve não estaremos aptos a responder", disse à Reuters o diretor da organização Save the Children, no Iémen.

Sem acesso aos aeroportos, "as organizações humanitárias estão impedidas de levar  medicamentos à população e outros recursos vitais", sublinhou  à CNN o coordenador humanitário das Nações Unidas, Van Der Klaauw.

Desde meados de março, mais de 1200 pessoas morreram e cinco mil ficaram feridas no Iémen, segundo o mais recente balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS).

coligação liderada pela Arábia Saudita lançou no dia 26 de março uma operação contra os rebeldes que passaram a controlar a capital Sanaa no início do ano.