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Cameron conquista maioria absoluta, líderes trabalhista e liberal demitem-se

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KEVIN COOMBS / Reuters

Durante mais de 15 horas, o Expresso acompanhou ao minuto a noite eleitoral e o rescaldo das eleições. David Cameron conseguiu um Governo de maioria e os nacionalistas escoceses arrasaram, mas a jornada eleitoral foi desgraçada para trabalhistas, liberais e eurocéticos, que acabaram por assistir à demissão dos seus líderes. Recorde como foram as últimas horas, ao minuto.

13h46
Com uma solução de Governo encontrada para o Reino Unido, o nosso minuto a minuto destas eleições termina por aqui. Foi um prazer estar consigo durante esta noite eleitoral atribulada e esta manhã de rescaldo recheada de discursos marcantes. Até à próxima!

13h29
Entretanto, Harriet Harman, que Miliband sugeriu que deveria ocupar o lugar de líder interna dos trabalhistas, informou que irá aceitar a proposta, mas que ocupará o cargo apenas temporiarmente, até ser eleito um novo líder.

13h25
Com apenas quatro lugares por atribuir, Cameron volta a entrar no número 10 de Downing Street, sem nervos. "Estamos à beira de algo muito especial", disse ainda, antes de se despedir. Tem razões para estar feliz: foi reeleito e ainda se livrou do seu parceiro de coligação, depois de uma campanha onde todos previram uma corrida renhida.

13h13
David Cameron discursa agora. Afirma que se reuniu com a Rainha e vai formar "um Governo conservador de maioria". Elenca uma série de propostas que pretende levar a cabo neste novo Governo e confirma: "vou mesmo fazer o referendo à permanência no Reino Unido na União Europeia". 
Cameron também garante que vai cumprir as promessas de dar maior poderes à Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.

13h06
O "Guardian" destaca agora a questão das sondagens - redondamente erradas. Aparentemente uma empresa de estudos de opinião, a Survation, fez uma sondagem ontem que dava 37% aos conservadores (resultado que se confirmou hoje), mas não a publicou por achar que os números "não pareciam certos". Para o diário britânico, "há uma mentalidade de rebanho na área das sondagens - eles preferem estar todos errados, mas juntos".

13h
David Cameron já saiu da audiência com a Rainha. Ao que tudo indica, deverá ter recebido mandato para formar Governo.

12h37
E os conservadores conquistam o 326º lugar, que lhes dá oficialmente a maioria absoluta, sendo que ainda faltam apurar 7 outros mandatos. No entanto, a margem é maior do que isso, como explicávamos há pouco: os deputados republicanos do Sinn Féin não costumam tomar posse, para não terem de fazer um juramento de lealdade à rainha. Se descontarmos os 4 eleitos do Sinn Féin e o speaker (presidente da Câmara dos Comuns), que não costuma votar, 323 conservadores já são, na prática, uma maioria.


12h28
David Cameron está quase a chegar ao Palácio de Buckingham, para ser reconduzido ao cargo de primeiro-ministro pela Rainha Isabel II.

Ed Miliband sai de cena, abandonando o cargo de líder dos trabalhistas com efeitos quase imediatos

Ed Miliband sai de cena, abandonando o cargo de líder dos trabalhistas com efeitos quase imediatos

PAUL HACKETT/REUTERS

12h13
Ed Miliband começa o seu discurso. "Este não é o discurso que eu queria fazer hoje", começa por dizer o líder trabalhista. Miliband diz que assume por completo a responsabilidade da derrota e pede desculpa aos que perderam os seus lugares no Parlamento.
O trabalhista afirma que o Reino Unido precisa de um Partido Trabalhista forte e anuncia a sua demissão. "É altura de outra pessoa levar para adiante a liderança deste partido."
"Tenho muita pena de não ter sido bem sucedido. Fiz o meu melhor nos últimos cinco anos", diz Miliband, acrescentando que sabe que o partido irá regressar mais forte. "A luta continua". 

12h
Ed Milliband deverá falar daqui a pouco. Os media britânicos avançam que o líder trabalhista irá demitir-se.

Nick Clegg, até agora à frente dos liberais, abandona a liderança do partido depois de uma derrota bem pesada

Nick Clegg, até agora à frente dos liberais, abandona a liderança do partido depois de uma derrota bem pesada

ANDREW YATES/REUTERS

11h35
Nick Clegg, líder dos Liberais-Democratas, anuncia a sua demissão. O discurso é feito minutos depois do partido ter perdido mais um deputado para os conservadores - Tessa Munt no País de Gales. "Acredito que os livros de História vão julgar o nosso partido brandamente", diz Clegg, Os eleitores não o fizeram, a avaliar pela pesada derrota dos liberais.
"O liberalismo, aqui como no resto da Europa, está a ter dificuldades face à política do medo", declara Clegg, numa referência aos conservadores, antigos parceiros de coligação. Num discurso emotivo, o líder diz acreditar que o partido se irá recompor da "catástrofe" que enfrentou.

11h26
Nigel Farage vai embora, mas talvez seja por pouco tempo. Tal como prometido, o líder do UKIP abandonou o cargo de líder, depois de não ter sido eleito deputado. No entanto, Farage disse que iria aproveitar as férias de verão para pensar e que admite recandidatar-se à liderança dos eurocéticos. Ou seja, podemos tê-lo de volta num piscar de olhos.

11h20
Jim Murphy, líder dos trabalhistas na Escócia desde dezembro, acabou de discursar. Ao contrário do que alguns esperavam,  não se demitiu, embora tenha admitido a que o resultado das eleições foi "terrível" para o seu partido. Os trabalhistas têm agora apenas um deputado eleito pela Escócia, tanto como os conservadores e os liberais-democratas. 

11h09
A BBC recorda que há apenas alguns dias Nick Clegg, líder dos Liberais-Democratas, vaticinava que uma maioria absoluta seria impossível para os tories. "Eles não vão ter 323 lugares e sabem-no." Parece que Clegg estava errado. E a contagem ainda não terminou: há mais 12 lugares para atribuir.

10h57
Ed Miliband já se pronunciou... no Twitter. Agradeceu aos que o acompanharam na campanha e assumiu a responsabilidade da derrota - "é apenas minha". Terminou dizendo: "As derrotas são difíceis, mas somos um partido que não deixará de lutar pelos trabalhadores deste país." A palavra demissão, para já, não foi proferida. Teremos de esperar pelo meio-dia.

10h53

Os conservadores já têm assegurada a maioria. Ao eleger, em Devon West and Torridge, o 323.º deputado, o partido do primeiro-ministro garante o controlo da Câmara dos Comuns. É que, embora matematicamente a maioria absoluta seja alcançada com 326 parlamentares (num total de 650), a verdade é que os deputados do Sinn Féin (nacionalistas republicanos da Irlanda do Norte, que querem uma Irlanda unida) não costumam tomar posse, dado que isso exigiria um juramento de lealdade à rainha. Se descontarmos os 4 eleitos do Sinn Féin e o speaker (presidente da Câmara dos Comuns), que não costuma votar, 323 conservadores já são, na prática, uma maioria. O tal resultado que ninguém adivinhou.

Farage será um de três líderes partidários a renunciar ao cargo

Farage será um de três líderes partidários a renunciar ao cargo

HANNAH MCKAY

10h48

Nigel Farage vai cumprir a promessa de se demitir, ou pelo menos é o que sugerem as suas palavras. Ao discursar após conhecer a derrota, o líder do UKIP disse: "Tiraram-me um peso de cima dos ombros e nunca me senti mais feliz". Também recordou a quem pensasse que este era um dia mau para ele que, há cinco anos, sofreu a queda de um avião. "Dei os parabéns ao primeiro-ministro, pois obteve uma maioria que ninguém previa", anunciou. Mostrou-se, ainda, preocupado com o "terramoto a norte da fronteira", numa referência à subida dos nacionalistas na Escócia.

10h38 
Nigel Farage não vai ser deputado. O líder do populista UKIP (Partido da Independência do Reino Unido) falhou a eleição pelo círculo de Thanet South, no sul de Inglaterra. A vitória sorriu, por cerca de 2000 votos, ao conservador Craig Mackinlay. Farage prometeu demitir-se da liderança do UKIP "num prazo de dez minutos" caso não fosse eleito para Westminster. O partido fica, ao que tudo indica, apenas com um deputado: Douglas Carswell, eleito por Clacton. É um ex-conservador, que no ano passado trocou a formação de Cameron pela de Farage. Torna-se, assim, um forte candidato à sucessão.

10h30
Boas notícias acerca de participação eleitoral dos mais jovens. Segundo a Sky News, a percentagem de jovens entre os 18 e os 25 anos que votaram subiu para os 58%, face aos 52% de 2010 e uns míseros 38% em 2005.

10h26
Estas são, sem dúvida, umas eleições que ficam para a História. O editor político da BBC Nick Robinson escreve que não havia um momento político assim no Reino Unido "desde a queda de Thatcher ou a vitória esmagadora de Blair."

10h18
A BBC avança que Nick Clegg, o líder dos Liberais-Democratas - que tiveram uma derrota estrondosa esta noite -, irá discursar por volta das 11h30. Cá estaremos a acompanhar.

10h06
Alguns europeus não olham com bons olhos para o resultado destas eleições. A revista alemã "Der Spiegel" classifica a reeleição de Cameron como "uma má notícia para a Europa": "Os refilões eurocéticos nos bancos do fundo, que durante anos deram o tom no debate da UE, vão ser agora ainda mais poderosos", escrevem os alemães.
O diário francês "Le Monde" fala numa vitória que "inquieta a Europa" e destaca o possível referendo à presença na União Europeia como uma das "questões existenciais" que atormentam o Reino Unido.

9h32
Com poucos deputados por anunciar, três dos países que - por agora - compõem o Reino Unido já estão encerrados, a saber:

ESCÓCIA (59 deputados): SNP (nacionalistas) 56, trabalhistas 1, conservadores 1, liberais democratas 1 (Em 2010, 6-41-1-11)

GALES (40 deputados): trabalhistas 25, conservadores 11, Plaid Cymru (nacionalistas) 3, liberais democratas 1 (Em 2010, 26-8-3-3)

IRLANDA DO NORTE (18 deputados): DUP (unionistas) 8, Sinn Fein (republicanos) 4, SDLP (sociais-democratas) 3, UUP (unionistas) 2, independente 1 (Em 2010, 8-5-3-0-1, mais um do partido Alliance que não foi reeleito ontem)

Os mandatos ainda por atribuir estão todos em Inglaterra, a maior nação do Reino Unido.

9h19
A BBC e o "Guardian" avançam que Ed Miliband irá demitir-se. A revista conservadora "The Spectator" já ausculta putativos sucessores.
George Eaton, editor de política da revista "New Statesman", faz a análise à reflexão que os trabalhistas terão de fazer agora, escrevendo que o partido se irá dividir entre os que pedem uma linha mais à direita, de contenção financeira, e os que exigem mais combate à austeridade, à esquerda. 

9h09
Ainda falta distribuir 20 lugares, mas pelo menos uma coisa é certa: este parlamento terá mais mulheres do que o anterior. São já 28% da Câmara dos Comuns, contra os 23% conseguidos em 2010. 172 mulheres em Westminster para já.

9h06 
O flagrante desacerto das sondagens suscita comparações com as legislativas de 1992. Nessa ocasião, os estudos de opinião previam que não houvesse maioria absoluta ou que, a havê-la, fosse dos trabalhistas. Contados os votos, o conservador John Major pôde continuar a governar, com uma maioria. Chegou a haver empresas de sondagens a alterar a sua metodologia e nasceu o conceito de "shy tory" (conservador envergonhado), isto é, alguém que vai votar nos conservadores mas tem vergonha de o dizer.

8h56

Com 1.454.436 votos (5%), o Partido Nacional Escocês (SNP) obtém 56 deputados. Com 3.659.630 (12,5%), o Partido da Independência (UKIP) pode ficar com apenas um representante em Westminster. São as vicissitudes do sistema eleitoral com círculos uninominais a uma só volta. As regras beneficiam os grandes partidos e os que, como o SNP, têm o voto muito concentrado em determinadas zonas.

8h50
Nicola Sturgeon, líder do SNP, classifica como "disparate" a ideia de que a vitória dos independentistas escoceses levou a um novo Governo conservador. Para a escocesa, o problema esteve nos trabalhistas: "por amor de Deus, o ministro-sombra das Finanças perdeu o seu lugar", disse, referindo-se a Ed Balls.

8h46


A BBC informa que David Cameron vai ao Palácio de Buckingham pelas 12h30. Sinal de que o primeiro-ministro confia conseguir a maioria absoluta ou um acordo que lha assegure. É curioso notar que será uma das nomeações mais rápidas de um chefe de Governo, numa eleição que todos previam ir demorar a gerar um Executivo. Com a maioria absoluta praticamente garantida, o programa do Executivo deverá ser apresentado, como previsto, a 27 de maio, no Discurso da Rainha, pronunciado durante a cerimónia de Abertura Solene do Parlamento. É Isabel II quem o profere, mas é redigido pelo Governo.

8h40
James Chapman, editor de política do "Daily Mail", avança no Twitter que Ed Miliband irá demitir-se ao meio-dia. Será mesmo assim?

8h35
Com apenas 41 mandatos por distribuir, os Conservadores continuam a seguir a todo o gás: já contam com 301 lugares em Westminster. Recordo que necessitam de 325 para ter uma maioria.

8h25
Para os interessados, aqui fica uma ligação com as capas dos principais jornais britânicos nesta manhã de sexta-feira.

8h20
Confirma-se: o trabalhista Ed Balls, ministro-sombra das Finanças, perdeu mesmo o lugar que ocupava em Morley e Outwood (Leeds) desde 2005 para a candidata dos tories, Andrea Jenkyns, depois de uma recontagem "acordada mutuamente" entre as duas partes. Jenkyns, uma professora de música, fez uma campanha que se destacou por se afirmar como uma "não política" - uma estratégia que saiu vencedora.

7h59
Já os trabalhistas não podem dizer o mesmo. Ken Livingstone, antigo presidente da câmara de Londres, diz que este é um "resultado trágico" para o partido e o "resultado mais deprimente desde 1992". 

7h55

David Cameron and wife
David Cameron e a mulher, Samantha, têm mesmo razões para sorrir. Como diz Faisal Islam, editor político da SKY News, a confirmar-se a maioria para os Conservadores, esta é a primeira vez em 60 anos que um primeiro-ministro é reeleito com maior número de votos do que à primeira.

7h50
George Osborne, o até então ministro das Finanças, está a responder a perguntas dos jornalistas. Quando perguntado sobre como irá Cameron "manter a nação unida", Osborne destacou a importância do resultado dos independentistas escoceses e garantiu que "há planos para mais atribuição de poderes à Escócia." "Seria um erro desperdiçar isso", diz.

7h46
Ainda não é certo se Nigel Farage, líder do UKIP, é eleito deputado ou não, mas já é certo que o resultado é uma desilusão para os independentistas. Segundo o professor Andrew Russell, da Universidade de Manchester, o problema não está só no partido, mas também no sistema eleitoral: "O UKIP está a ser castigado por ter um resultado muito espalhado em termos geográficos", disse à BBC.

7h40
A líder dos Verdes, Caroline Lucas, agarrou com unhas e dentes o seu lugar em Brighton Pavilion e regressará a Westminster. Falta saber se o partido elegerá outro deputado ou não.

7h37 
Segundo contam alguns jornalistas britânicos, parece que o trabalhista Ed Balls não será reeleito em Leeds. Ao que consta, o candidato pediu uma recontagem dos votos, por isso o resultado ainda não é certo. Melhores notícias para os trabalhistas em Hove, Chester e Dewsbury, onde conquistaram os lugares anteriormente pertencentes aos tories, graças aos candidatos Chris Matheson, Peter Kyle e Paula Sherriff.

7h30
O SNP quase que atingiu o que as melhores previsões lhe davam ao início da noite, tendo eleito 56 deputados confirmados até agora. É o domínio quase total (o número máximo de lugares que pode conquistar são 59). 

7h19
Pois é. Com 568 dos 650 lugares na Câmara dos Comuns distribuídos, parece que os Conservadores estão mesmo colocados na pole position para conseguir uma maioria (têm atualmente 269 lugares garantidos).
A previsão da BBC diz isso mesmo, estimando que o partido de David Cameron conseguirá os 325 necessários. Mas, como já vimos esta noite, as previsões nem sempre acertam... Por isso é esperar para ver.

6h20
Desforra para o Partido Conservador: em Rochester and Strood, o seu ex-deputado Mark Reckless, que se passou para o UKIP no ano passado, perdeu hoje para a conservadora Kelly Tolhurst.

6h13
Já resta pouco por saber. Além, claro, dos números finais, colocam-se algumas questões:

1. Cameron atinge a maioria absoluta? E, se não, que acordos faz?

2. Nigel Farage, líder do UKIP, consegue ser eleito deputado?

3. Ed Miliband e Nick Clegg demitem-se?

4. Os verdes mantêm a deputada Caroline Lucas, em Brighton Pavilion? E acrescentam mais algum deputado?

Continuaremos atentos para responder a todas estas perguntas.

6h01
A nova previsão da BBC/Sky/ITV é:

Conservadores: 325

Trabalhistas: 232

SNP (nacionalistas escoceses): 56

Liberais: 12

DUP (unionistas norte-irlandeses): 8

Plaid Cymru (nacionalistas galeses): 3

UKIP: 2

Verdes: 1

Olhando para as percentagens de voto nacionais, com 470 deputados já anunciados, o panorama é: 

Conservadores 33,4%

Trabalhistas 32,3%

UKIP 11,9%

Liberais: 7,7%

SNP 6,6%

Verdes 3,4%

A discrepância entre percentagem de votos e fatia de deputados é fruto do sistema eleitoral em círculos uninominais a uma só volta.

5h58

A BBC admite que os conservadores possam governar com maioria absoluta. As previsões da emissora pública britânica atribuem-lhes, agora, 325 deputados. A maioria absoluta atinge-se, matematicamente, com 326, mas na prática podem bastar 324. É que os nacionalistas republicanos irlandeses (Sinn Fein) não comparecem ao Parlamento, já que, ao tomar posse, teriam de jurar lealdade à rainha.

5h54
O secretário de Estado Tesouro, Danny Alexander, junta-se à lista de baixas liberais. Batido pelo nacionalista Drew Hendry no círculo de Inverness, Nairn, Badenoch & Strathspey, paga por ter sido membro do núcleo duro do Governo cessante, marcado pela austeridade.

5h44
O primeiro-ministro Cameron agradece aos votantes do círculo de Witney, que o reelegeram deputado. Depois de prestar homenagem aos mortos da II Guerra Mundial (no dia em que se celebra o 70.º aniversário da vitória aliada), frisou a "noite muito forte" do Partido Conservador e elogiou o trabalho do Governo cessante (o seu). Assumindo a pele de primeiro-ministro reconduzido, fez um discurso com tom de estadista. Prometeu um referendo à União Europeia, defendeu o estímulo ao crescimento económico e prometeu maior autonomia para a Escócia e o País de Gales, para que possa subsistir "uma nação, um Reino Unido".

Nick Clegg com a mulher, Miriam. Espera-se que deixe a liderança do partido nas próximas horas

Nick Clegg com a mulher, Miriam. Espera-se que deixe a liderança do partido nas próximas horas

Nigel Roddis

5h29

Vitoriosos, nem por isso os conservadores deixaram de ter perdas: a ministra do Emprego, Esther McVey, falhou a reeleição frente à trabalhista Margaret Greenwood. 

5h26
No seu discurso, com uma expressão facial triste, Ed Miliband diz que a noite foi "dececionante", pois o Partido Trabalhista não conseguiu ganhos suficientes em Inglaterra e Gales, tendo perdido para os nacionalistas na Escócia. Frisou a "grande responsabilidade" do próximo Governo na manutenção do Reino Unido, mas não falou sobre o seu futuro. Entretanto, crescem as vozes trabalhistas a exigir que se demita. Os resultados são piores do que os de Gordon Brown em 2010.

5h22
Ed Miliband, chefe dos trabalhistas, é reeleito por Doncaster North. Continuará deputado, mas não será primeiro-ministro e é incerto que se mantenha à frente do partido. 

5h20
Charles Kennedy, ex-líder dos liberais e deputado há 32 anos pelo círculo escocês de Ross, Skye & Lochaber, foi derrotado pelo candidato do SNP, Ian Blackford. Confirma-se.a tendência para as figuras de proa dos Liberais Democratas ficarem sem assento. 

5h18 
Até este momento a abstenção é de 34,7%, mas a BBC dá conta de participações altas na Escócia, onde o nacionalista SNP conseguiu mobilizar os eleitores.

5h02 
E agora são os conservadores quem consegue um lugar na Escócia, mantendo o que já tinham em Dumfriesshire, Clydesdale and Tweeddale, representado por David Mundell. Com cada um dos grandes partidos com um deputado, os nacionalistas escoceses podem chegar, agora, a 56. 

4h56 
Boris Johnson admite que os resultados do Partido Nacional Escocês (SNP) obrigam a repensar o Reino Unido, que só sobreviverá se adotar uma "estrutura federal". 

4h52 
Nick Clegg, líder dos Liberais Democratas e vice-primeiro-ministro. conseguiu a reeleição pelo círculo de Sheffield Hallam, numa noite que de resto foi trágica para o seu partido. "É dolorosamente claro que foi uma noite triste para os Liberais Democratas", afirmou, sem se referir, por enquanto, ao futuro do Governo ou da sua liderança. A participação do partido na coligação com os conservadores desde 2010, que obrigou os liberais a quebrar muitas promessas, custou-lhes popularidade. Várias grandes figuras não foram reeleitas para o Parlamento.

A posição da Escócia no Reino Unido voltará a estar em causa depois desta eleição

A posição da Escócia no Reino Unido voltará a estar em causa depois desta eleição

4h42 

Prémio de consolação para os trabalhistas na Escócia: mantêm o deputado Ian Murray por Edimburgo Sul. Poderá bem ser o único. O teto dos nacionalistas do SNP passa a ser de 57 deputados.

4h39 
Os liberais perderam mais um bastião, Twickenham. O ministro da Economia, Vince Cable, deputado desde 1997, foi derrotado pela conservadora Tania Mathias. "Foi uma noite terrível para o nosso partido", afirmou. As principais figuras do partido de Nick Clegg no Executivo têm sido derrotadas. Falta saber a sorte do líder. 

4h35
Boris Johnson, uma das figuras mais emblemáticas do Partido Conservador e presidente da Câmara de Londres, foi eleito deputado por Uxbridge & South Ruislip. Johnson, que já esteve no Parlamento entre 2001 e 2008, ano em que passou a presidir aos destinos da capital, é visto como potencial sucessor de David Cameron. Sê-lo-ia, provavelmente, já hoje se o primeiro-ministro conservador não tivesse ganho as eleições.

O presidente da Câmara de Londres foi eleito deputado por Uxbridge & South Ruislip

O presidente da Câmara de Londres foi eleito deputado por Uxbridge & South Ruislip

Rob Stothard / Getty Images

4h32
Balanço de deputados já atribuídos (260)

Conservadores 76

Trabalhistas 112

SNP (nacionalistas escoceses) 46

Liberais Democratas 4

UKIP (eurocéticos) 1

DUP (unionistas norte-irlandeses) 8

Plaid Cymru (nacionalistas galeses) 3

SDLP (sociais-democratas norte-irlandeses) 2

Independente 1

UUP (unionistas norte-irlandeses) 1

Sinn Féin (republicanos irlandeses) 3 

4h18

Seis horas após o fecho das urnas, o eurocético UKIP (Partido da Independência) consegue o primeiro deputado. É Douglas Carswell, que já representava o partido depois de ter abandonado os conservadores em 2014. Poderá ser o único, já que o líder do UKIP, Nigel Farage, enfrenta uma eleição difícil em South Thanet.

4h12
O secretário de Estado da Justiça, Simon Hughes (libera) perde o lugar de deputado por Bermondsey & Old Southwark, em Londres, para o trabalhista Nick Coyle. Representava o círculo há 32 anos. Começa a ser difícil perceber quem serão os liberais no Governo caso Cameron e Clegg (ou outro líder) reeditem a coligação. 

4h08
Nick Clegg, líder liberal democrata e vice-primeiro-ministro, chegou de rosto fechado ao centro de contagem de Sheffield Hallam, onde concorre a uma incerta reeleição.

4h00
Os nacionalistas não vão ter todos os deputados na Escócia: os liberais conseguiram manter o círculo de Orkney & Shetland, representado por Alistair Carmichael, que tinha a pasta da Escócia no Governo cessante. 

3h48
Outro derrotado da noite é George Galloway, o carismático deputado por Bradford West que era o único eleito do partido Respect. Foi batido pela trabalhista Naz Shah.

3h40
Cameron, que quase de certeza continuará no poder, prometeu um referendo sobre a União Europeia até 2017. Essa promessa, aliada aos resultados de hoje, reaviva os riscos de Brexit (neologismo para a saída do Reino Unido da UE) e, por conseguinte, de novas movimentações separatistas na Escócia. É que os escoceses são bem mais europeístas do que os restantes britânicos e os nacionalistas podem usar esse argumento para voltarem a tentar conquistar a soberania.

3h26
A desgraça trabalhista na Escócia não tem fim. Agora foi Margaret Curran a perder o lugar para o SNP. Ed Miliband queria pôr esta candidata no cargo de ministra para a Escócia caso governasse. Nalguns dos círculos escoceses mais de 30% do eleitorado trocou os trabalhistas pelo SNP.

3h21
Eis um dado relevante para o futuro do Partido Trabalhista: Chuka Umunna, ministro-sombra da Economia, foi reeleito por Streathem. É um dos nomes mais falados para suceder a Ed Miliband após o desaire de hoje.

O líder trabalhista escocês perdeu, até agora, todos os lugares de deputado na Escócia, incluindo o seu

O líder trabalhista escocês perdeu, até agora, todos os lugares de deputado na Escócia, incluindo o seu

ROBERT PERRY

3h11

O líder dos trabalhistas na Escócia, Jim Murphy, também perdeu o seu lugar de deputado para o SNP em East Renfrewshire. Ocupava-o há 18 anos. Tão-pouco deve manter a liderança regional do partido.

3h00
Balanço de deputados já atribuídos (75)

Conservadores 16

Trabalhistas 28

SNP (nacionalistas escoceses) 18

Liberais Democratas 1

DUP (unionistas norte-irlandeses) 6

Plaid Cymru (nacionalistas galeses) 2

SDLP (sociais-democratas norte-irlandeses) 1

Independente 1

UUP (unionistas norte-irlandeses) 1

Sinn Féin (republicanos irlandeses) 1 

2h52
Kircaldy and Cowdenbeath, antigo círculo do ex-primeiro-ministro trabalhista Gordon Brown, passa a ser o 13º do SNP, com a vitória de Roger Mullin.

2h46 
Todos os 12 deputados já anunciados por círculos escoceses são do Partido Nacional Escocês (SNP). O mais recente é John Nicholson, em East Dumbartonshire, que destronou a liberal Jo Swinson, deputada e membro do Governo.

2h42
Alex Salmond, o ex-líder dos nacionalistas escoceses (SNP) e antigo primeiro-ministro da Escócia, diz que "surgiu um leão escocês que ninguém vai poder ignorar". Salmond, que se demitiu quando o "não" venceu o referendo à independência a 18 de setembro, concorre agora a deputado pelo círculo escocês de Gordon. Ainda não há resultados, mas deve vencer. 

2h21
Em Paisley e Renfrewshire South (Escócia) fez-se história. A nacionalista Mhairi Black, de 20 anos, é a deputada mais nova desde 1667 (!), tendo destronado o anterior representante do círculo, o trabalhista Douglas Alexander, que era ministro-sombra dos Negócios Estrangeiros. Este, que também era diretor de campanha dos trabalhistas, reconheceu que "o eleitorado que quis castigar o Governo não confiou nos trabalhistas".

Os nacionalistas de Nicola Sturgeon (SNP) poderão ganhar todos os assentos a norte da fronteira menos um

Os nacionalistas de Nicola Sturgeon (SNP) poderão ganhar todos os assentos a norte da fronteira menos um

Robert Perry

2h17
A combinação de resultados nacionais e escoceses é explosiva. A norte da fronteira haverá, ao que tudo indica, 58 deputados nacionalistas e 1 trabalhista. No Governo estarão, potencialmente, conservadores e liberais. O SNP vai poder argumentar, de novo, que o povo escocês não está representado em Westminster. E isso aumenta a probabilidade de o SNP incluir um novo referendo à independência no seu programa para as eleições regionais escocesas de 2016.

2h10 
Nicola Sturgeon, líder do Partido Nacional Escocês (SNP), acaba de ser ovacionada ao entrar na sede desta formação. Ainda acredita, diz, que seja possível formar uma maioria anti-Cameron. Sturgeon sublinha que se isso não for possível, a culpa é da "incapacidade dos trabalhistas". É que, embora estes se arrisquem a perder 40 deputados para o SNP, mesmo que tal não sucedesse não teriam mais do que os conservadores.

2h04 
Deseja-se sinceramente que Paddy Ashdown, ex-líder dos Liberais Democratas, não tenha uma noite indigesta. É que este membro da Câmara dos Lordes prometeu comer o seu chapéu caso as projeções se confirmassem. Talvez se salve desse martírio pela razão que menos deseja: os resultados podem ser ainda piores para o seu partido do que se previa. Caem de 57 para 10 deputados.

2h00 
Comparemos a projeção à boca da urna com os resultados de 2010:

Conservadores 316 (+10)

Trabalhistas 239 (-19)

Partido Nacional Escocês 58 (+52)

Liberais Democratas 10 (-47)

Plaid Cymru (nacionalistas galeses) 4 (+1)

Partido Verde 2 (+1)

Partido da Independência (UKIP) 2 (não elegeu em 2010 mas obteve dois conservadores que mudaram de partido)

Outros 19

1h47 
Com estes resultados, as lideranças do trabalhista Ed Miliband e do liberal Nick Clegg serão inevitavelmente questionadas.

1h45 
Na Irlanda do Norte, há três deputados anunciados: um do Partido Unionista Democrático (DUP), que poderá ser um aliado de Governo de David Cameron; um do Sinn Féin (republicanos que querem uma única Irlanda unida e independente); e um do Partido Social-Democrata Trabalhista (SDLP).

1h40 
A revista "The Economist", que declarou apoio a Cameron, explica a diferença entre as sondagens e a projeção à boca da urna com aquilo a que chama "shy tories" (conservadores envergonhados). Ou seja, pessoas que votaram no partido do primeiro-ministro mas tinham vergonha de o dizer.

1h37
Em Newcastle upon Tyne Central, os trabalhistas venceram sem surpresa, já que o norte de Inglaterra é um seu feudo. Chi Onwurah é a deputada reeleita.

Uma das dúvidas da noite é saber se o vice-primeiro-ministro Nick Clegg, líder dos Liberais Democratas, será reeleito deputado

Uma das dúvidas da noite é saber se o vice-primeiro-ministro Nick Clegg, líder dos Liberais Democratas, será reeleito deputado

ANDY RAIN

1h30 Embora Londres seja considerado território maioritariamente trabalhista, o primeiro representante eleito pela capital é a conservadora Jane Ellison, reeleita no círculo de Battersea.

1h26 Nos poucos (oito) círculos cujos resultados já foram anunciados, os trabalhistas ficam pior, em percentagem, do que a projeção à boca da urna previa. Isto é mau prenúncio, não obstante terem eleito seis deputados. 

1h18 Na BBC, Neil Kinnock fala em "grande desilusão". E sabe do que fala. Era líder dos trabalhistas em 1992, quando, ao arrepio de todas as sondagens, o partido foi batido pelos conservadores de John Major. Então considerado um primeiro-ministro pouco carismático, este herdeiro de Margaret Thatcher conseguiu a maioria absoluta. Kinnock diz, contudo que Ed Miliband esteve "muito bem" na campanha e acusa o eleitorado de "auto-ilusão".

1h11 Em Tooting, o trabalhista Sadiq Khan, ministro-sombra da Justiça, foi reeleito deputado. É um potencial candidato a presidente da Câmara de Londres no ano que vem. Claramente, o cargo está mais ao alcance do que o ministro, dada a derrota que se prevê para o seu partido nestas legislativas.

1h07 Newcastle upon Tyne East é bem o retrato da noite triste dos liberais democratas: com o trabalhista Nick Brown reeleito, o partido do vice-primeiro-ministro Nick Clegg cai de segundo para quarto lugar, atrás dos conservadores e do eurocético UKIP.

1h00 E os conservadores, que tudo indica virão a ser os vencedores, já têm dois deputados: Justin Tomlinson é reeleito em Swindon South (onde era suposto os trabalhistas disputarem o lugar) e Justine Greening em Putney.

23h56 Washington and Sunderland West também permanece trabalhista, com a reeleição da deputada Sharon Hodgson. Ou seja, embora a vitória deva sorrir aos conservadores, oficialmente só há três eleitas, todas trabalhistas. E Sunderland festeja a rapidez dos seus contadores de votos...

23h27 Fonte do Partido Trabalhista diz ao diário The Guardian: "Estamos céticos em relação à projeção da BBC. Parece-nos errada".

Os trabalhistas de Ed Miliband poderão ter tido uma noite trágica

Os trabalhistas de Ed Miliband poderão ter tido uma noite trágica

FACUNDO ARRIZABALAGA

23h19 

Nigel Farage, líder do eurocético (e xenófobo, dizem alguns) UKIP, o Partido da Independência do Reino Unido, admite no Twitter que muitos apoiantes seus possam ter votado do Partido Conservador.


23h16 Sunderland tem indiscutivelmente os escrutinadores mais rápidos. O círculo de Sunderland Central é o segundo a declarar os seus resultados, com a reeleição da trabalhista Julie Elliott.


23h05 O primeiro deputado oficialmente eleito é... uma deputada. Sunderland conseguiu mesmo manter o recorde: o círculo de Houghton & Sunderland South foi o primeiro a anunciar o vencedor, às 22h48: trata-se da trabalhista Bridget Philipson, que já representava o círculo.


22h25

Se os resultados da projeção se confirmarem, Ed Miliband, o líder trabalhista, terá tido um resultado desastroso. A número 2 do partido, Harriet Harman, esforça-se na TV por dizer que Cameron não tem maioria garantida. É caso para esperar pelos resultados oficiais...

TOBY MELVILLE / Reuters

22h17 Sem surpresas, Michael Gove, líder parlamentar dos conservadores na legislatura cessante, fala em “vitória clara” se as projeções se confirmarem. Já uma fonte dos liberais diz a “The Guardian” que as previsões lhe parecem extraordinárias” e não correspondem à informação de que o partido dispõe.

22h12 David Cameron deve estar a rezar para que a projeção se confirme. Nenhuma previsão durante a campanha lhe foi tão simpática. A resiliência dos conservadores (a confirmar-se a sondagem, insisto) é tal que poderão reeditar a coligação apesar de os liberais terem sofrido uma queda catastrófica.

22h05 As primeiras projeções colocam os conservadores acima do previsto, os trabalhistas muito abaixo e os nacionalistas escoceses (SNP) a conquistar todos os círculos da Escócia menos um.

22h01 A sondagem à boca da urna da Sky News, BBC e ITV já saiu:

Conservadores: 316
Trabalhistas: 239
Partido Nacional Escocês: 58
Liberais Democratas: 10
Partido da Independência (UKIP): 2

Os conservadores ficam aquém da maioria absoluta mas muito acima do que as sondagens previam. O primeiro-ministro David Cameron poderá, a confirmarem-se estas projeções, reeditar a coligação de Governo com os Liberais Democratas. No entanto, são apenas projeções e não haverá resultados oficiais nas próximas horas.

22h As urnas fecharam, Em Sunderland, no norte de Inglaterra, os escrutinadores esforçam-se por apressar a contagem. É que este círculo eleitoral é, tradicionalmente, o primeiro a apresentar resultados. E não quer, este ano, perder essa distinção.