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Congo. Rebeldes atacam escolta da ONU

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Atacada na região de Beni, a missão da ONU está no Congo para ajudar no combate aos rebeldes do Uganda

© Kenny Katombe / Reuters

Dois capacetes azuis morreram e outros 13 ficaram feridos, num ataque rebelde na República Democrática do Congo. Quatro militares das Nações Unidas estão desaparecidos.

Uma escolta das Nações Unidas (ONU) foi atacada, esta quarta-feira, causando a morte de dois capacetes azuis e ferindo outros 13. Os rebeldes islamitas do Uganda são os principais suspeitos deste incidente que aconteceu em Beni, no leste da República Democrática do Congo.

As vítimas e outros quatro desaparecidos são todos militares originários da Tanzânia e que pertencem à brigada de intervenção da Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO). Esta missão encontra-se no terreno para apoiar o exército local no combate aos rebeldes do Uganda.

“A ONU continua comprometida em tomar todas as medidas necessárias para proteger os civis e neutralizar os grupos armados do leste do Congo”, disse um representante das Nações Unidas em comunicado, citado pela televisão norte-americana CNN.

Já na terça-feira, um homem tinha disparado contra o helicóptero onde viaja um dos comandantes da missão da MONUSCO. O aparelho conseguiu aterrar em segurança.

Ao longo do último fim-de-semana, os militares congoleses mataram 16 rebeldes ugandeses. Estes têm atacado muitas aldeias no leste do Congo, onde, de acordo com as Nações Unidas, centenas de pessoas morreram.

Esta é uma região muito sensível por ser extremamente rica em ouro e diamantes. Atualmente vários grupos armados tentam apoderar-se da área para explorar os seus recursos.