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Governo nepalês manda voluntários estrangeiros para casa

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Desde o dia 25 de abril, data do terramoto, chegaram ao Nepal 4050 voluntários de 34 países, para ajudar nas operações de resgate. Agora, é tempo de voltarem a casa

DIEGO AZUBEL/EPA

Quase duas semanas depois do terramoto, o Governo do Nepal dá por encerradas as operações de resgate, pedindo aos voluntários estrangeiros que regressem às suas casas. Os trabalhos mantêm-se apenas nas áreas montanhosas.

Foram precisos nove dias para a poeira começar a assentar no Nepal. O Governo deu por concluída a maior parte das operações de resgate na capital, Katmandu, e nas áreas vizinhas, recomendando aos voluntários estrangeiros que ainda se encontram na cidade atingida pelo terramoto que voltem para casa.

O ministro da Informação, Minendra Rijal, garantiu que os voluntários locais conseguem assegurar a continuidade das operações. Por agora, os trabalhos mantêm-se apenas nas aldeias e áreas montanhosas onde, de acordo com o ministro, os voluntários podem prestar assistência às equipas presentes.

Desde o dia 25 de abril, data em que ocorreu o terramoto, chegaram ao Nepal 4050 voluntários, oriundos de 34 países, para ajudar nas operações de resgate. Prestaram assistência médica, distribuíram alimentos, viram morrer mais 7000 pessoas e assistiram a vários funerais a céu aberto. Agora, é hora de regressar a casa.

As autoridades perderam a esperança e acreditam que não será possível encontrar mais corpos. O povo mantém a sua fé e a estupa budista de Boudhanath, localizada no topo de uma colina com vista sobre Katmandu, é agora local de culto e oração para centenas de pessoas que caminham ao redor do monumento, prestando a sua homenagem às vítimas.

“Espero que haja paz e tranquilo no país. O pior já passou”, afirmou Papai Lama, uma mulher de 60 anos, em declarações à NBC.

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