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Constâncio confia que acordo com a Grécia será alcançado

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Getty

O vice-presidente do Banco Central Europeu acredita que se chegará a um acordo que evite o “pior cenário”. Atenas tem esperança de que progressos sejam alcançados na ronda negocial que decorre até quarta-feira, mas da parte do Eurogrupo continuam a chegar sinais de ceticismo.

“Eu estou... totalmente  de que o pior cenário será evitado”, diz Vitor Constâncio numa entrevista publicada esta segunda-feira no jornal económico alemão “Het Financieele Dagblad”.

Numa altura em que está a decorrer mais uma ronda negocial entre a Grécia e seus credores, o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) diz acreditar que será alcançado um acordo que evitará a saída do país da moeda única. Porém, Cosntâncio também declara que mesmo nesse caso o impacto na zona euro será controlado.

“Toda a gente reconhece que o grau de stresss e vulnerabilidade na zona euro mudou completamente. Não há sinais de contágio”, afirma.

“O sistema do euro (BCE e bancos centrais nacionais) emprestou um total de cerca de 110 mil milhões de euros aos bancos gregos. Mas o risco sobre cerca de 70 mil milhões de euros dessa quantia mudou para o banco central grego”.

“Nós conjuntamente suportamos o risco da restante quantia. Mas tenham em conta que medidas colaterais foram asseguradas. Nós estamos a falar de títulos que não estão associados à soberania grega... Isto deve oferecer suficiente proteção”, acrescenta.

Entretanto, a Grécia manifesta-se otimista na obtenção de progressos nas negociações que decorreram até esta quarta-feira, antes do encontro dos ministros das Finanças do Eurogrupo que terá lugar a 11 de maio, a fim de conseguir assegurar a libertação de verbas que lhe permitam cumprir os prazos de pagamento aos seus credores.

Responsáveis da zona euro, que falaram à Bloomberg sob anonimato, manifestaram contudo o seu ceticismo quanto ao estabelecimento de um acordo técnico até quarta-feira.

"Estamos a tentar obter o dinheiro"
Até ao fim do mês , a Grécia terá de pagar perto de 1000 milhões de euros ao FMI.

“O país escolheu pagar as suas obrigações e alcançar um acordo (com os seus credores). Estamos a tentar obter o dinheiro”, afirmou o ministro do Trabalho, Panos Skouletis, em declarações à Mega TV.

Com as negociações a decorrerem à porta fechada, diversos negociadores indicaram que surgiram “sinais encorajadores” nas reuniões que tiveram lugar este fim de semana, após o ministro das Finanças grego ter sido substituído no processo pelo ministro adjunto dos Negócios Estrangeiros, Euclid Tsakalotos.

A política fiscal e as pensões serão alguns dos pontos onde o desentendimento permanece, segundo referiram negociadores à Bloomberg.

O primeiro-ministro grego Alexis Tsipras reuniu-se este domingo com os ministros Varoufakis e Tsakalotos para analisar o ponto em que se encontra o processo negocial.