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Jornalista preso na Síria vence prémio Liberdade de Imprensa da UNESCO

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O prémio será entregue, esta noite, pela UNESCO à mulher de Mazen Darwish, na Biblioteca Nacional de Riga, na Letónia

Ilmars Znotins / AFP / Getty

Mazen Darwish, jornalista e ativista preso na Síria há mais de três anos, foi galardoado com o prémio da UNESCO que distingue, anualmente, uma pessoa ou instituição defensora deste direito fundamental. O prémio será entregue esta noite, à sua mulher, numa cerimónia na Biblioteca Nacional de Riga, na Letónia.

Em mais um Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, a UNESCO irá atribuir o Prémio que, todos os anos, comemora este dia ao jornalista e ativista sírio Mazen Darwish. Ou melhor, a sua mulher, Yara Bader, irá recebê-lo em nome de Darwish, uma vez que o jornalista se encontra preso há mais de três anos pelas forças de segurança do país. A diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, irá entregá-lo diretamente esta noite, em Riga, numa cerimónia na Biblioteca Nacional onde também estará presente o Presidente da Letónia, Andris Berzins. 

A UNESCO assinala assim, mais uma vez, este dia, pondo em destaque a luta do jornalista e ativista sírio em nome dos direitos humanos e liberdade de expressão. O galardão é, então, "um reconhecimento pelo trabalho que este desenvolveu na Síria durante mais de dez anos, com grande sacrifício pessoal, que lhe valeu uma proibição de viajar, intimidações, bem como várias detenções e tortura".  

Retido numa prisão dos serviços de informação da Força Aérea da Síria, Mazen Darwish foi detido em Damasco, a 16 de fevereiro de 2012, durante uma incursão das forças de segurança do país. Grupos que lutam pelos direitos humanos, organizações, comunicação social e as Nações Unidas têm pedido repetidamente a sua libertação, sem sucesso.  

Presidente do Centro Sírio de Media e Liberdade de Expressão, fundado em 2004, Mazen Darwish é ainda um dos fundadores do jornal "Voz" e do site independente syriaview.net, banido pelas autoridades do país em 2006, numa atitude de "repressão contra os ativistas que lutavam pela democracia e liberdade de expressão". 

Criado em 1997, o Prémio Mundial para a Liberdade de Imprensa UNESCO/Guillermo Cano distingue uma pessoa, organização ou instituição que deu um importante contributo para a dedesa ou promoção da liberdade de imprensa, em qualquer parte do mundo. O nome vai buscá-lo a Guillermo Cano Isaza, o jornalista colombiano que foi assassinado em 1986, em Bogotá, à frente do local de trabalho, o jornal "El Espectador".