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Presidente da Lufthansa. "Estamos comovidos e pedimos desculpa"

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Thomas Winkelmann e Carsten Spohr, os presidentes da Germanwings e da Lufthansa esta manhã Le Vernet, França

Sebastien Nogier/EPA

Uma semana depois, os máximos responsáveis pela Lufthansa e pela Germanwings visitaram o local do trágico acidente onde pediram desculpa às famílias das 150 vítimas.

Carlos Abreu

O presidente do grupo Lufthansa, Carsten Spohr, e da Germanwings, Thomas Winkelmann, visitaram hoje o local onde caiu, na terça-feira, dia 24, um A320 da companhia aérea de baixo custo.

"Uma semana depois vimos apresentamos a nossas condolências. Não há uma única hora em que, na Lufthansa, deixemos de pensar em todos os seus familiares e amigos", afirmou Carsten Spohr.

"Estamos a tomar conhecimento de novos dados sobre o que terá causado o acidente para puder entender como tudo se passou. É muito importante estar aqui para expressar o nosso profundo sentimento de pesar", acrescentou Spohr.

Numa breve declaração aos jornalistas, em inglês, sem direito a perguntas, o presidente do grupo Lufthansa, aproveitou ainda para agradecer o esforço das equipas no terreno. "Estamos muito impressionados com o profissionalismo de todos", disse Carsten Spohr.

O presidente do grupo Lufthansa prometeu ainda ajudar as famílias das vítimas "em tudo o que lhes faça falta". "Estamos comovidos e pedirmos perdão", disse ainda Spohr.

€279 milhões para indemnizações

Esta terça-feira, o grupo Lufthansa anunciou que o consórcio de seguradoras liderado pela alemã Allianz destinou 279 milhões de euros para cobrir os prováveis pedidos de compensação das famílias das vítimas.

A informação foi avançada em primeira mão pelo diário económico alemão "Handelsblatt", segundo o qual a presença de norte-americanos entre as vítimas poderá obrigar a companhia alemã a pagar indemnizações superiores ao milhão de dólares (cerca de 928 mil euros), habitualmente pagos por cada passageiro morto.

As perdas humanas bem como o avião, serão compensadas pelas seguradoras, mesmo que se chegue a provar que o acidente foi provocado pelo copiloto, asseguraram na sexta-feira à agência noticiosa francesa AFP fontes conhecedoras destes processos de indemnização.