Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Ex-governante do PSD conta o que se passou a bordo de avião ameaçado de bomba

  • 333

FOTO TIAGO MIRANDA

Ex-secretário de Estado do Ambiente José Eduardo Martins seguia no voo da Turkish Airlines que fazia a ligação entre Istambul e Lisboa.

O advogado e ex-secretário de Estado do Ambiente José Eduardo Martins confirmou ao Expresso a ameaça de bomba no avião da Turkish Airlines que fazia a ligação entre Istambul e Lisboa.

"Tínhamos descolado há cerca de uma hora quando avisaram que devido a um problema técnico teríamos de regressar a Istambul. Quando aterrámos disseram que, afinal, não se tratava de um problema técnico mas de uma ameaça de bomba", conta ao Expresso o ex-governante, minutos antes de embarcar num outro aparelho rumo a Lisboa.

José Eduardo Martins precisa que o aparelho voltou para trás a velocidade maior do que aquela em que seguia rumo à capital portuguesa. O voo TK 1759 tinha descolado do Istambul pelas 12h07 locais (menos duas horas em Lisboa) e deveria ter aterrado na Portela pelas 14h45. É a terceira vez desde domingo que um aparelho desta companhia não cumpre o plano inicial devido a ameaças de bomba.

O primeiro caso aconteceu no domingo, dia 29. Um avião que tinha descolado de Istambul rumo a Tóquio, no Japão, regressou à procedência depois de ter sido encontrado um bilhete com a mensagem "C-4 Cargo", alertando para a presença deste tipo de explosivo (C-4) no porão de carga. O avião foi inspecionado sem passageiros a bordo, nada tendo sido encontrado. Voltou a descolar rumo à capital japonesa.

No dia seguinte, segunda-feira, um aparelho que descolou de Istambul com destino a São Paulo, Brasil, teve de aterrar de emergência em Casablanca, Marrocos, depois de ter sido encontrada na casa de banho um papel com a palavra "bomba". O avião também foi inspecionado e a história repetiu-se. Nada foi encontrado e voltou a descolar rumo à maior cidade brasileira.