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A320. Procurador de Marselha pede vídeo dos instantes finais

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Homenagem no aeroporto de Düsseldorf, que seria o destino do avião que caiu nos Alpes

FOTO REUTERS

Brice Robin diz que desconhece a existência do vídeo noticiado esta terça-feira pelo "Bild" e pela "Paris Match" e pede a quem o tiver que o entregue rapidamente às autoridades.

Carlos Abreu

O procurador de Marselha encarregado de investigar a queda do A320 da Germanwings nos Alpes Franceses desconhece a existência de um vídeo alegadamente gravado a bordo do avião com um telemóvel, momentos antes do embate, terça-feira, dia 24.

O jornal tabloide alemão "Bild" e a revista francesa "Paris Match" noticiaram a existência deste vídeo, a que dizem ter tido acesso, apesar de não terem publicado as imagens. Limitam-se a descrevê-las.

Em comunicado enviado à agência France Press, Brice Robin garantiu que não foi examinado qualquer vídeo gravado com um telemóvel e encontrado no local da queda, como referem o jornal e a revista, e deixou um apelo: quem o tiver deverá entregá-lo às autoridades que estão a investigar o acidente.

Segundo a "Paris Match", que diz ter visionado as imagens, a cena "caótica" não permite reconhecer ninguém, mas é possível ouvir os gritos dos passageiros e as palavras "meu Deus" em várias línguas, enquanto se escutam ruídos metálicos, provavelmente do comandante a tentar entrar à força no cockpit.

Julian Reichelt, diretor do "Bild", descreveu a cena como "muito perturbadora", enquanto o jornalista que assina o artigo na "Paris Match" garantiu que este vídeo, com apenas alguns segundos, foi gravado com um telemóvel. "Os gritos dos passageiros mostram que estavam perfeitamente conscientes do que estava prestes a acontecer", escreve Frederic Helbert.

Em declarações à CNN, na terça-feira à noite, o tenente-coronel Jean-Marc Menichini, da Gendarmerie National, reconheceu que foram recolhidos alguns telemóveis no local do embate, mas que, até ao momento, nenhum tinha sido analisado.