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Hospital revela que estava a tratar copiloto alemão, mas não devido a uma depressão

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Memorial de homenagem às vítimas

FOTO REUTERS

Contactado pelo Expresso, fonte do Hospital de Düsseldorf confirma que Andreas Lubitz foi alvo de exames médicos na unidade, mas nega que tenha passado qualquer atestado. O copiloto alemão é acusado de ter despenhado intencionalmente o avião que caiu nos Alpes e de ter omitido que estava doente.

Carlos Abreu

O Hospital Universitário de Düsseldorf negou esta sexta-feira ter passado algum atestado médico a Andreas Lubitz, copiloto do avião da GermanWings que se despenhou na terça-feira nos Alpes franceses.

"O senhor Lubitz foi alvo de exames de diagnóstico neste hospital, mas não há nenhuma atestado médico que tenha sido passado por nós", disse ao Expresso Susanne Dopheide, porta-voz da unidade hospitalar.

O hospital revelou que Andreas Lubitz estava a receber tratamento, mas negou que fosse a uma depressão. O copiloto da Germanwings esteve no hospital em fevereiro deste ano para "detalhar um diagnóstico", tendo regressado a 10 de março, duas semanas antes do trágico acidente nos Alpes.

Fontes hospitalares citadas pelo jornal alemão "Rheinischer Post" dizem tratar-se de um "problema físico".

No entanto, um amigo de Lubitz que falou sob anonimato com a Reuters disse que o copiloto sempre foi uma pessoa sossegada, mas que no último ano estava mais fechado. "Fomos juntos a duas festas de aniversário durante o ano passado e ele fechou-se numa concha, falando muito pouco."

Durante as buscas realizadas quinta-feira às casas de Andreas Lubitz nos arredores Düsseldorf e em Montabaur, os investigadores encontraram atestados assinados por dois médicos. Segundo a procuradoria de Düsseldorf, foi encontrada documentação médica que determinava um período de baixa para o copiloto, incluindo no dia do voo trágico.

O processo clínico de Andreas Lubitz já foi entregue às autoridades judiciais, informou ainda o diretor clínico do Hospital Universitário de Düsseldorf, Klaus Hoeffken.