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2005-2015. Acidentes aéreos que marcaram uma década

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A queda do avião da companhia aérea russa Kolavia tirou a vida a mais de 200 pessoas. O Expresso volta a publicar já atualizada uma infografia que recorda os principais acidentes aéreos dos últimos 10 anos.

Sofia Miguel Rosa

Sofia Miguel Rosa

Jornalista infográfica

O Airbus A320 que se despenhou nos Alpes franceses na terça-feira, 24 de março, com 150 pessoas a bordo, fazia a ligação entre Barcelona (Espanha) e Düsseldorf (Alemanha). E foi o segundo grande acidente aéreo de 2015.

O avião da companhia Germanwings, uma filial da Lufthansa, caiu perto de Digne-les-Bains. O aparelho saiu de Barcelona às 10h00 (9h00 em Lisboa), desapareceu dos radares por volta das 11h20 (10h20 em Lisboa) e caiu quando sobrevoava a região de Barcelonnette, no sul de França.

É o primeiro acidente de uma companhia de baixo custo na Europa e o primeiro en solo francês desde o acidente do Concorde em Gonesse, perto de Roissy, em julho de 2000, de acordo com o jornal francês "Le Figaro".

A 4 de fevereiro deste ano, um avião da TransAsia Airways caiu no rio de Taipé, fazendo 43 mortos. O aparelho, um ATR-72, partiu do aeroporto de Songshan com destino às ilhas Kinmen, tendo-se despenhado dez minutos após a descolagem.

Ao longo dos últimos dez anos, registaram-se vários acidentes, desaparecimentos e avarias de aviões.

2014, um ano difícil para a aviação

EPA

O último acidente de 2014 deu-se a 28 de dezembro, quando um

Airbus 320-200 da companhia aérea AirAsia

, com 162 pessoas a bordo, caiu no mar de Java. Viajava da cidade de Surabaia, na Indonésia, para Singapura. Dois dias depois do acidente, foram encontrados destroços do avião e começaram a ser resgatados os corpos dos passageiros e tripulação.

2014 não foi um ano fácil para as companhias malaias. A 8 de março desapareceu o Boeing 777-200 da Malasya Airlines, que descolou de Kuala Lumpur, Malásia, com destino a Pequim, China. A bordo iam 239 pessoas. As buscas do aparelho, as mais caras de sempre na história da aviação comercial, resultaram infrutíferas até hoje.

Outro dos acidentes provocou a morte aos 116 ocupantes do avião MD83 da companhia espanhola Swiftair, operado pela Air Algerie, que caiu no Mali a 24 de julho. Entre os tripulantes do avião que percorria a rota entre Uagadaru, capital do Burkina Faso, e Argel, capital da Argélia, estavam seis espanhóis.

Uns dias antes, a 17 de julho, um Boeing 777 da Malaysia Airlines que fazia a ligação entre Amesterdão, na Holanda, em direção a Kuala Lumpur, na Malásia, despenhou-se no leste da Ucrânia, junto à fronteira com a Rússia, depois de ser abatido. Morreram 298 pessoas (283 passageiros e 15 tripulantes).

2013, Moçambique A 29 de novembro, um avião Embraer das Linhas Aéreas de Moçambique que ligava Maputo a Luanda, Angola, cai na Namíbia. Morreram 33 pessoas (27 passageiros e seis membros da tripulação). O avião só foi encontrado no dia seguinte. Foi o primeiro acidente fatal da companhia moçambicana desde 1970.

2012, quedas no Paquistão e Nigéria

AAMIR QURESHI/AFP/Getty Images

A queda de um

Boeing 737 da companhia aérea paquistanesa Bhoja

, a 20 de abril desse ano, fez 138 mortos: a totalidade dos ocupantes do avião (127 pessoas) morreram, bem como 11 pessoas em terra. O avião, que fazia a rota Karachi - Islamabad, caiu numa zona residencial de Hussainabad, próxima de Islamabad, quando se aproximava do Aeroporto Internacional Benazir Bhutto para aterrar. Apesar do acidente, os funcionários do controle de tráfego aéreo não receberam nenhum pedido de socorro.

A 3 de junho morrem os 153 ocupantes de um avião das linhas aéreas Dana Airair que colidiu contra um edifício em Iju, em Lagos, na Nigéria. Morreram ainda outras sete pessoas em terra.

2010, Índia e Paquistão

Solaris Images/Getty Images

Foi a 22 de maio de 2010 que caiu um

Boeing-737 da Air India Express

, procedente de Dubai, no aeroporto de Mangalore, na Índia. O resultado foram 158 mortos e 8 sobreviventes, sete dos quais feridos.

A 28 de julho desse ano, morrem os 153 ocupantes do Airbus A321 da companhia paquistanesa Air Blue que se despenhou numas colinas perto de Islamabad, no Paquistão.

2009, quedas no Índico, Atlântico e Irão

PATRICK KOVARIK/AFP/GettyImages

A 1 de junho, um

Airbus A-330 da Air France

precipita-se nas águas do Atlântico quando voava desde o Rio de Janeiro, no Brasil, para Paris. Iam 228 pessoas a bordo, a maioria brasileiros e franceses.

No mesmo mês, dia 30, um Airbus 310-300 da Air Yemenia cai no Oceano Índico com 153 pessoas a bordo (66 dos quais franceses), quando voava de Saná para as Ilhas Comoras.

E quinze dias depois, a 15 de julho, morrem os 168 ocupantes de um Tupolev da iraniana Caspian Airlines. Este despenhou-se no povoado de Jannatabad, na periferia da cidade de Qazvin, no norte do Irão, após descolar do aeroporto de Teerão rumo a Ereva, no Irão. O piloto havia informado da existência de um problema técnico.

2007 e 2008, Brasil e Espanha

Pedro Armestre/AFP/Getty Images

Um

Airbus A320 das linhas aéreas brasileiras TAM

sai da pista ao aterrar no aeroporto de Congonhas (São Paulo, Brasil) e choca contra um edifício. Aquela que é considerada a maior tragédia aérea do Brasil causou 199 mortos e um desaparecido (187 ocupantes do avião e 13 vitimas apanhadas em terra), a 17 de julho de 2007.

Mais tarde, a 20 de agosto de 2008, a queda de um avião MD-82 da companhia espanhola Spanair, que transportava 172 pessoas, no aeroporto de Barajas (Madrid) provocou 154 mortos e 18 feridos.

2006, um verão quente

Genia Savilov/AFP/Getty Images

A 9 de julho, um

Airbus A-310 da companhia russa S7 Airlines

, com 200 passageiros, embateu contra um edifício durante a aterragem no aeroporto de Irkutsk, na Sibéria, Rússia, provocando 150 mortos.

No mês seguinte, a 22 de agosto, seria o avião de passageiros russo Tupolev Tu-154, que transportava 169 pessoas, incluindo 45 crianças, que se despenharia na Ucrânia, quando tentava realizar uma aterragem de emergência.

Já a 30 de setembro morreram 154 pessoas num Boeing 737-800 da companhia brasileira GOL, que se despenhou na selva amazónica depois de chocar contra uma avioneta cujos ocupantes saíram ilesos.

2005, ano de quedas e colisões

Getty Images

O Boeing 737 da linha aérea cipriota Helios caiu no nordeste de Atenas. Morreram os 121 ocupantes desse voo realizado a 16 de agosto.

No mês seguinte, o cenário repete-se, agora com um Boeing 737-200 da linha aérea low cost Mandala, da Indonésia, após a descolagem de Medan, na Sumatra. A queda, a 5 de setembro, provocou 150 mortes.

No final do ano, a 6 de dezembro, um avião Hércules AC-130, da Força Aérea do Irão, colidiu contra um prédio nos arredores de Teerão, no Irão, provocando 116 mortos, entre os quais vários jornalistas.

Artigo publicado a 24 de março de 2015